31 de julho de 2025
violência

Brasileira denuncia agressão durante trabalho como au pair em ilha do Caribe

Mulher afirma que empregador confiscou passaporte e celular após desentendimento; caso ocorreu em Martinica, território francês

Por Redação
Publicado em
Giselle Matias denunciou ter sofrido agressões durante programa de au pair - Foto: Reprodução

Uma brasileira denunciou ter sido vítima de agressão durante um trabalho como au pair em Martinica, território francês localizado no Caribe. Segundo o relato de Giselle Matias, o empregador a agrediu e confiscou seu passaporte e telefone celular após um desentendimento relacionado à informação de que ela tem filhos.

O programa de au pair permite que participantes viajem para outro país para viver com uma família anfitriã, prestando auxílio no cuidado de crianças em troca de hospedagem e outras condições previstas entre as partes.

Nas redes sociais, Giselle afirmou que foi agredida, arrastada pelo chão e impedida de deixar o país. Ela também relatou ter sofrido violência física e psicológica durante o período em que permaneceu na residência da família.

“Eu fui agredida, eu fui arrastada pelo chão, eu tive o meu passaporte, meu celular roubado e eu fui privada de sair daqui do país e voltar para o meu país, de várias formas, sofri violência psicológica e física”, detalhou. “Eu consegui recuperar meu celular, porque ele devolveu, deixou lá no hospital e deixou meu passaporte lá”, continuou.

De acordo com a brasileira, ela conseguiu recuperar o celular e o passaporte apenas após procurar atendimento em um hospital. Segundo o relato, os documentos e o aparelho foram deixados na unidade de saúde, o que permitiu que ela buscasse ajuda e organizasse o retorno ao Brasil.

Giselle contou que conversou durante meses com a família antes de aceitar a proposta de trabalho. Segundo ela, recebeu vídeos e fotografias das crianças e acreditava que viajaria para prestar serviços como babá dentro das condições apresentadas durante as negociações.

Após chegar ao destino, porém, a brasileira afirma ter descoberto que o contrato de trabalho era falso. Ela declarou que pretende recorrer à Justiça para responsabilizar o empregador pelos fatos relatados e buscar reparação pelos danos que afirma ter sofrido.