Investigações sobre filme "Dark Horse" avançam no STF sob relatorias de Dino e Mendonça
Dois ministros conduzem frentes distintas de apuração sobre a produção inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro; processos podem se cruzar durante as investigações
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As investigações envolvendo o financiamento do filme "Dark Horse", inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), avançam no Supremo Tribunal Federal (STF) por duas frentes distintas, sob a relatoria dos ministros Flávio Dino e André Mendonça. Embora tratem de objetos diferentes, os procedimentos têm potencial para se cruzar ao longo das apurações.
De um lado, Flávio Dino autorizou a abertura de uma investigação da Polícia Federal para apurar o repasse de emendas parlamentares a empresas e entidades ligadas à produtora responsável pelo filme. A apuração faz parte de processos já conduzidos pelo ministro sobre a destinação de recursos públicos e busca esclarecer se houve irregularidades no uso das verbas.
Paralelamente, André Mendonça conduz outra frente relacionada ao caso. Sob sua relatoria está o pedido para investigar o financiamento privado da produção, especialmente os recursos enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em procedimentos ligados ao Banco Master. Após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), Mendonça autorizou a abertura de inquérito para que a Polícia Federal apure a destinação dos valores destinados ao longa-metragem.
Segundo a CNN Brasil, embora os processos tenham origens distintas, há possibilidade de que as investigações se encontrem em algum momento. Enquanto Dino apura a utilização de recursos públicos por empresas ligadas à produtora, Mendonça analisa a origem e o destino dos aportes privados realizados para financiar a obra.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de informações sobre o aporte milionário feito por Daniel Vorcaro para a produção. A Polícia Federal busca esclarecer se todo o montante foi efetivamente utilizado na realização do filme ou se parte dos recursos teve outra destinação.
A existência de duas frentes de investigação também provocou movimentações no próprio STF. A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a pedir que todos os procedimentos relacionados ao filme fossem concentrados sob a relatoria de André Mendonça, alegando risco de decisões conflitantes. Até o momento, porém, cada ministro permanece responsável pelos processos de sua competência.