31 de julho de 2025
ECONOMIA

Bets: mais de 15,2 milhões de brasileiros fizeram apostas no 1º trimestre de 2026, aponta Fazenda

Relatório mostra crescimento do mercado regulado, com quase 98 milhões de contas ativas e R$ 7,6 bilhões em receita bruta no período

Por Redação
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Relatório do Ministério da Fazenda mostra crescimento do mercado regulado de apostas no Brasil no primeiro trimestre de 2026. - Foto: Joédson Alves/Agencia Brasil

Mais de 15,2 milhões de brasileiros realizaram apostas em plataformas autorizadas pelo governo federal entre janeiro e março de 2026. Os dados constam em um relatório da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, elaborado com base nas informações enviadas pelas operadoras por meio do Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP).

Segundo o levantamento, 15.186.243 CPFs únicos efetuaram apostas no período. Até o fim de março, o mercado regulado contabilizava 97.905.739 contas ativas nas operadoras autorizadas e 113.347.716 contas vinculadas às marcas de apostas. Como um mesmo usuário pode manter cadastro em diferentes empresas, o número de contas supera o total de apostadores.

O relatório aponta que 68,01% dos apostadores cadastrados eram homens, enquanto as mulheres representavam 31,99% do total.

A faixa etária de 31 a 40 anos concentrou a maior parcela dos usuários, com 28,85% dos cadastros. Em seguida aparecem os grupos de 25 a 30 anos (22,08%) e de pessoas com até 24 anos (21,66%).

Os dados também revelam que apenas 44,36% dos apostadores possuíam conta em uma única operadora.

Por outro lado:

  • 17,96% estavam cadastrados em duas plataformas;
  • 9,89% utilizavam três operadoras;
  • 27,78% mantinham contas em quatro ou mais empresas.

Com isso, 55,64% dos apostadores tinham cadastro em pelo menos duas operadoras autorizadas, o que explica a diferença entre o número de CPFs únicos e a quantidade de contas ativas registradas no mercado regulado.

No primeiro trimestre de 2026, o Gross Gaming Revenue (GGR) — indicador que representa a receita bruta das empresas de apostas após o pagamento dos prêmios aos jogadores — alcançou R$ 7,6 bilhões.

Desse montante, R$ 914 milhões foram destinados às finalidades previstas na legislação brasileira.

Entre os setores beneficiados pela distribuição dos recursos arrecadados, o esporte recebeu o maior volume de repasses.

A divisão ficou da seguinte forma:

  • Esporte: R$ 329,1 milhões;
  • Turismo: R$ 256 milhões;
  • Segurança pública: R$ 124,3 milhões;
  • Educação: R$ 91,4 milhões;
  • Seguridade social: R$ 91,4 milhões;
  • Saúde: R$ 9,1 milhões.

Segundo o Ministério da Fazenda, os números refletem os primeiros resultados do mercado regulado de apostas esportivas e jogos on-line no país, após a entrada em vigor das novas regras para operação das empresas autorizadas.