Bets: mais de 15,2 milhões de brasileiros fizeram apostas no 1º trimestre de 2026, aponta Fazenda
Relatório mostra crescimento do mercado regulado, com quase 98 milhões de contas ativas e R$ 7,6 bilhões em receita bruta no período
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Mais de 15,2 milhões de brasileiros realizaram apostas em plataformas autorizadas pelo governo federal entre janeiro e março de 2026. Os dados constam em um relatório da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, elaborado com base nas informações enviadas pelas operadoras por meio do Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP).
Segundo o levantamento, 15.186.243 CPFs únicos efetuaram apostas no período. Até o fim de março, o mercado regulado contabilizava 97.905.739 contas ativas nas operadoras autorizadas e 113.347.716 contas vinculadas às marcas de apostas. Como um mesmo usuário pode manter cadastro em diferentes empresas, o número de contas supera o total de apostadores.
O relatório aponta que 68,01% dos apostadores cadastrados eram homens, enquanto as mulheres representavam 31,99% do total.
A faixa etária de 31 a 40 anos concentrou a maior parcela dos usuários, com 28,85% dos cadastros. Em seguida aparecem os grupos de 25 a 30 anos (22,08%) e de pessoas com até 24 anos (21,66%).
Os dados também revelam que apenas 44,36% dos apostadores possuíam conta em uma única operadora.
Por outro lado:
- 17,96% estavam cadastrados em duas plataformas;
- 9,89% utilizavam três operadoras;
- 27,78% mantinham contas em quatro ou mais empresas.
Com isso, 55,64% dos apostadores tinham cadastro em pelo menos duas operadoras autorizadas, o que explica a diferença entre o número de CPFs únicos e a quantidade de contas ativas registradas no mercado regulado.
No primeiro trimestre de 2026, o Gross Gaming Revenue (GGR) — indicador que representa a receita bruta das empresas de apostas após o pagamento dos prêmios aos jogadores — alcançou R$ 7,6 bilhões.
Desse montante, R$ 914 milhões foram destinados às finalidades previstas na legislação brasileira.
Entre os setores beneficiados pela distribuição dos recursos arrecadados, o esporte recebeu o maior volume de repasses.
A divisão ficou da seguinte forma:
- Esporte: R$ 329,1 milhões;
- Turismo: R$ 256 milhões;
- Segurança pública: R$ 124,3 milhões;
- Educação: R$ 91,4 milhões;
- Seguridade social: R$ 91,4 milhões;
- Saúde: R$ 9,1 milhões.
Segundo o Ministério da Fazenda, os números refletem os primeiros resultados do mercado regulado de apostas esportivas e jogos on-line no país, após a entrada em vigor das novas regras para operação das empresas autorizadas.