31 de julho de 2025
ALAGOAS

Trabalhadores da Casal mantêm estado de greve e anunciam nova paralisação para quarta-feira (22)

Mobilização ocorrerá em Maceió e no interior de Alagoas; categoria cobra proposta para o Acordo Coletivo e critica possível privatização da companhia

Por Redação
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Trabalhadores da Casal realizarão nova mobilização em Maceió e em cidades do interior de Alagoas. - Foto: Assessoria

Os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) anunciaram uma nova paralisação para a próxima quarta-feira (22), dando continuidade ao estado de greve aprovado em assembleias da categoria. Segundo o movimento, as atividades serão interrompidas durante o dia em unidades da empresa em todo o estado.

De acordo com os representantes dos trabalhadores, as paralisações, realizadas semanalmente às quartas-feiras, continuarão até que a direção da companhia apresente uma proposta considerada satisfatória para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Em Maceió, a concentração dos trabalhadores está prevista para ocorrer em frente ao prédio-sede da Casal, localizado no Centro da capital. Já nos municípios do interior, os atos serão realizados nas unidades da empresa em cada cidade.

Segundo a categoria, o objetivo da mobilização é pressionar a gestão da companhia durante as negociações salariais e chamar a atenção para reivindicações relacionadas às condições de trabalho e ao futuro da empresa.

Em nota, os trabalhadores afirmam que a diretoria da Casal já teve reajustes salariais concedidos, enquanto os demais servidores ainda aguardam uma proposta considerada adequada nas negociações do ACT.

Ainda segundo a categoria, esse tratamento é visto como desigual, uma vez que os empregados responsáveis pela operação diária da companhia seguem sem definição sobre reajustes e demais cláusulas do acordo coletivo.

Outro ponto levantado pelo movimento é a preocupação com o que classifica como um processo de desmonte da estrutura da Casal. Os trabalhadores afirmam que o enfraquecimento da empresa pública pode abrir caminho para uma privatização integral da companhia.

A direção do movimento sustenta que a manutenção da Casal como empresa pública é estratégica para o abastecimento de água e o saneamento em Alagoas.