31 de julho de 2025
ciência

Cientistas detectam pela primeira vez atmosfera em planeta na zona habitável de outra estrela

Descoberta do exoplaneta reforça a possibilidade de existência de mundos com condições favoráveis à vida além do Sistema Solar

Por redação
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Localizado a cerca de 48 anos-luz da Terra, o LHS 1140 b orbita uma estrela anã vermelha - Foto: Melissa Weiss/CfA

Pesquisadores anunciaram a primeira detecção de uma atmosfera em um exoplaneta rochoso localizado na zona habitável de sua estrela. A descoberta foi feita no LHS 1140 b, um planeta com características semelhantes às da Terra, e representa um importante avanço na busca por ambientes capazes de sustentar vida fora do Sistema Solar.

O estudo, liderado por cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, foi publicado na revista científica Science na última quinta-feira (16). Segundo os pesquisadores, essa é a evidência mais consistente até o momento de que planetas semelhantes ao nosso podem manter uma atmosfera estável, elemento considerado essencial para a existência da vida como é conhecida.

A descoberta começou a partir de modelos computacionais que indicavam a presença de uma atmosfera rica em hélio escapando do planeta. Posteriormente, observações realizadas com um espectrógrafo do Observatório Magellan, no Chile, confirmaram a presença do gás ao redor do LHS 1140 b, validando a hipótese dos pesquisadores.

Até então, outros exoplanetas rochosos já haviam sido encontrados na chamada zona habitável, região onde as temperaturas podem permitir a existência de água líquida. No entanto, nenhum deles apresentava evidências tão claras da presença de uma atmosfera.

Localizado a cerca de 48 anos-luz da Terra, o LHS 1140 b orbita uma estrela anã vermelha e reúne condições consideradas promissoras para futuras investigações sobre habitabilidade.

Os próximos passos da pesquisa incluem uma análise detalhada da composição atmosférica do planeta, além da busca por possíveis oceanos e outros elementos que possam indicar condições favoráveis ao desenvolvimento da vida.

Os cientistas também acreditam que a técnica utilizada na descoberta poderá facilitar o estudo da atmosfera de outros exoplanetas rochosos, ampliando o conhecimento sobre mundos semelhantes à Terra em diferentes regiões da galáxia.