31 de julho de 2025
Justiça

PF combate esquema de apostas ilegais e determina bloqueio de quase R$ 1 bi

Justiça determina bloqueio de R$ 951 milhões e cumpre mandados em seis estados durante a Operação Slots

Por Redação
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Imagem ilustrativa - Foto: Freepik

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Slots para investigar um grupo suspeito de praticar lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas esportivas sem autorização para operar no Brasil. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 951 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe. Entre os alvos estão dois influenciadores do Espírito Santo. Uma influenciadora foi presa, enquanto o outro investigado, seu marido, ainda não havia sido localizado no momento da operação.

Além das prisões, a Justiça também adotou medidas contra 11 empresas apontadas como integrantes do esquema. Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava empresas de fachada, plataformas de apostas irregulares e mecanismos financeiros para ocultar a origem dos recursos obtidos com as atividades investigadas.

A investigação teve início após a identificação de indícios de lavagem de dinheiro relacionada ao tráfico de drogas. Durante as apurações, os policiais identificaram uma estrutura voltada para a exploração clandestina de sites de apostas, com participação de influenciadores digitais responsáveis pela divulgação das plataformas e empresas intermediadoras encarregadas da movimentação dos valores.

De acordo com a Polícia Federal, as 11 empresas investigadas atuavam de forma integrada e estavam divididas em três grupos, cada um responsável por uma etapa da operação. Entre as estratégias utilizadas estavam mudanças constantes de links e endereços eletrônicos para dificultar a atuação das autoridades. As investigações apontam que, em dois anos, as empresas movimentaram mais de R$ 10 bilhões.

Os investigadores também identificaram crescimento patrimonial incompatível com os rendimentos declarados pelos suspeitos, além da utilização de pessoas jurídicas com características de empresas de fachada para movimentar os recursos.

Segundo a Polícia Federal, as plataformas promovidas pelos investigados não possuíam autorização para funcionamento no país e utilizavam símbolos e referências visuais ligados ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP), do Ministério da Fazenda, e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), criando aparência de regularidade perante os usuários.

Além do bloqueio de R$ 951 milhões, a Justiça determinou o sequestro de um imóvel de alto padrão e de veículos, a suspensão das atividades das empresas investigadas e a proibição de que os envolvidos promovam plataformas de apostas consideradas irregulares enquanto as investigações prosseguem.