31 de julho de 2025
VIOLÊNCIA

Alagoas registra 26 casos de linchamento e três mortes no primeiro semestre de 2026

Levantamento da OAB/AL aponta aumento dos casos e motivou pedido de informações à Polícia Civil sobre o andamento das investigações

Por Redação
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Presidente da Comissão da OAB/AL, Arthur Lira fala sobre os casos de linchamento registrados em Alagoas - Foto: Ascom/OAB/AL

Alagoas contabilizou 26 casos de linchamento, sendo três com vítimas fatais, apenas no primeiro semestre de 2026. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pela Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), por meio da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos.

Diante do número de ocorrências, a comissão encaminhou um ofício ao delegado-geral da Polícia Civil, Thales Araújo, solicitando informações sobre o andamento das investigações de cada caso. O objetivo é acompanhar a responsabilização dos envolvidos e evitar a impunidade.

Segundo o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da OAB/AL, Arthur Lira, o levantamento revela um cenário preocupante de crescimento desse tipo de violência. Em todo o ano de 2025, foram registrados 31 casos de linchamento no estado, número próximo ao contabilizado apenas nos seis primeiros meses deste ano.

"Os dados revelam um cenário preocupante, que demanda atuação articulada das instituições públicas e da sociedade civil na prevenção e no enfrentamento desse grave fenômeno de violência", afirmou Arthur Lira. 

Cartilha orienta população

Além da divulgação dos dados, a OAB/AL lançou a cartilha "Linchamento não é Justiça", material educativo que busca conscientizar a população sobre as consequências de fazer justiça com as próprias mãos.

A publicação explica o que caracteriza um linchamento, apresenta as implicações jurídicas para quem participa desse tipo de ação e orienta a população sobre os canais oficiais para denúncia de crimes e situações de violência.

Inicialmente, a cartilha será distribuída em órgãos que prestam atendimento direto à população, como a Casa de Direitos e secretarias que oferecem assistência a vítimas de violência.

Para a OAB/AL, a iniciativa busca fortalecer a cultura da legalidade, a defesa dos direitos humanos e a preservação da vida por meio da informação e da conscientização.