31 de julho de 2025
manifestação

Servidores do IBGE aprovam cronograma de mobilização e indicam greve nacional para 5 de agosto

De acordo com a representação sindical, a greve tornou-se inevitável devido a "medidas precarizantes"

Por Redação
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Entre os principais motivos de insatisfação dos servidores estão cortes em indenizações de campo e mudanças recentes no regime de trabalho que impactam - Foto: Agência Brasil

O sindicato que representa os servidores do IBGE (Assibge-SN) aprovou um cronograma de mobilização que prevê assembleias e atos públicos em preparação para uma greve nacional, com indicativo de paralisação a partir do dia 5 de agosto. De acordo com a representação sindical, a greve tornou-se inevitável devido a "medidas precarizantes" e o que classificam como uma postura autoritária por parte da atual presidência do instituto.

No estado do Rio de Janeiro, ao menos três núcleos de funcionários já adotaram oficialmente o estado de greve. A deflagração do movimento nacional, contudo, depende do aval de assembleias estaduais que serão realizadas em todo o país entre os dias 15 e 24 de julho.

A escalada nas mobilizações foi decidida após um encontro nacional da categoria realizado no Rio de Janeiro. Entre os principais motivos de insatisfação dos servidores estão cortes em indenizações de campo e mudanças recentes no regime de trabalho que impactam, principalmente, os novos servidores aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU).

Nos próximos dias, a diretoria do sindicato deve tentar agendas com o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), pasta à qual o IBGE é vinculado, e com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para abrir canais de negociação.

Procurado para comentar a situação, o MGI declarou, em nota oficial, que as regras de adesão ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD), um dos pontos centrais de impasse, cabem a cada órgão. Segundo o ministério, cada instituição tem autonomia discricionária para definir o percentual de participação nas modalidades presencial e teletrabalho, com base no interesse público, na cultura organizacional e na necessidade de atendimento aos cidadãos.