31 de julho de 2025
INVESTIGAÇÃO

PF aponta estrutura na Câmara para favorecer Valdemar com emendas

Investigação indica que presidente nacional do PL teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar recursos públicos, mesmo sem exercer mandato.

Por RAYANY FRANÇA
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Mariângela Fialek - Foto: Pablo Valadares/Câmara

A Polícia Federal (PF) afirma que uma estrutura considerada "informal" dentro da Câmara dos Deputados permitiu que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, indicasse emendas parlamentares mesmo sem ocupar cargo eletivo. Segundo a investigação, servidores da Casa teriam sido utilizados para direcionar recursos públicos conforme interesses do dirigente partidário.

As conclusões constam no relatório que fundamentou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de determinar o bloqueio de mais de R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto. O valor corresponde a 21 emendas parlamentares que, de acordo com a PF, teriam sido indicadas pelo presidente do PL e tiveram a execução suspensa por determinação do ministro.

De acordo com os investigadores, a principal responsável pela operacionalização do esquema seria Mariângela Fialek, assessora da Presidência da Câmara dos Deputados conhecida como "Tuca". A PF afirma que ela atuava no encaminhamento de emendas parlamentares desde a gestão do então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), permanecendo na função durante a atual presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB).

Mariângela Fialek foi alvo de uma operação da Polícia Federal realizada em dezembro do ano passado, que apura supostos desvios envolvendo emendas parlamentares. Na ocasião, o ministro Flávio Dino determinou seu afastamento das atividades relacionadas ao direcionamento desses recursos.

A investigação segue em andamento e apura a participação dos envolvidos no suposto esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares. Até o momento, não há condenação definitiva sobre o caso.