31 de julho de 2025
ECONOMIA

INPC sobe 0,14% em junho e acumula alta de 4,33% em 12 meses, informa IBGE

Índice usado como referência para reajustes salariais desacelerou em junho, impulsionado pela queda nos preços dos alimentos

Por Redação
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INPC desacelerou em junho, impulsionado pela queda nos preços dos alimentos, segundo o IBGE. - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou alta de 0,14% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador soma 4,33%.

O resultado representa uma desaceleração da inflação para as famílias de menor renda e tem impacto direto sobre milhões de trabalhadores, já que o INPC é utilizado como referência para reajustes salariais de diversas categorias profissionais, além de benefícios previdenciários.

De acordo com o IBGE, o principal fator que contribuiu para o resultado de junho foi a queda no preço dos alimentos. O grupo de produtos alimentícios apresentou deflação de 0,29%, enquanto os produtos não alimentícios registraram alta média de 0,28%.

Também nesta sexta-feira, o instituto divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, que ficou em 0,16% no mês e acumula 4,64% em 12 meses.

Diferença entre INPC e IPCA

Embora ambos sejam calculados pelo IBGE, os índices possuem públicos diferentes. O INPC mede a inflação das famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, enquanto o IPCA considera famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.

Por isso, o peso dos produtos pesquisados varia. No INPC, os alimentos representam cerca de 25% da composição do índice, refletindo a maior participação desse tipo de gasto no orçamento das famílias de menor renda. Já itens como passagens aéreas têm impacto menor no indicador.

Outra diferença é a quantidade de produtos pesquisados. O INPC acompanha a variação de preços de 367 produtos e serviços, dez a menos que o IPCA.

Índice influencia reajustes salariais

Além de servir como parâmetro para negociações salariais de diversas categorias, o INPC também é utilizado para reajustar benefícios previdenciários e trabalhistas.

O índice acumulado até novembro compõe o cálculo do reajuste do salário mínimo, enquanto o acumulado de dezembro é utilizado para atualizar benefícios como o teto do INSS, aposentadorias acima do salário mínimo e o seguro-desemprego.

A pesquisa do INPC é realizada em dez regiões metropolitanas — Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre — além de Brasília e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.