31 de julho de 2025
"Inconsistência de dados"

Moraes justifica busca e apreensão na casa de Bolsonaro por falta de provas sobre armas

Ministro do STF aponta divergências entre os registros oficiais e as alegações da defesa sobre o paradeiro de armamentos do ex-presidente

Por Redação
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Ministro do STF aponta divergências entre os registros oficiais e as alegações da defesa sobre o paradeiro de armamentos do ex-presidente - Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a operação de busca e apreensão realizada na residência de Jair Bolsonaro se tornou indispensável devido a graves divergências e falta de comprovação documental sobre a localização exata de armas registradas em nome do ex-presidente. A ação policial foi cumprida na manhã desta quarta-feira (8), durou cerca de uma hora e meia e nenhum armamento foi encontrado no local.

A medida decorre da decisão da última sexta-feira (3) que manteve Bolsonaro em prisão domiciliar e ordenou o recolhimento total de seu arsenal. Moraes destacou que a posse de armas é incompatível com o cumprimento de pena criminal. Embora a defesa tenha sustentado que a maior parte dos itens já estava em posse do Exército ou entregue ao TCU, relatórios das autoridades militares apontaram que ao menos duas armas não constavam nos acervos informados.

Para justificar o paradeiro de uma espingarda, a defesa alega que o item presenteado a Bolsonaro permaneceu retido na loja importadora em Caxias do Sul (RS) desde a compra. No entanto, Moraes rebateu o argumento, sinalizando que a versão apresentada diverge dos cadastros oficiais e não veio acompanhada de recibos ou notas que comprovassem quem é o depositário responsável pela custódia do armamento.

A operação gerou forte reação no meio político. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a determinação judicial, acusando Moraes de criar uma "cortina de fumaça" para ofuscar sua viagem aos Estados Unidos, onde busca negociar contra tarifas comerciais. O parlamentar alegou que a família foi cooperativa desde o início das solicitações e lamentou o constrangimento imposto aos moradores durante a varredura da Polícia Federal.