31 de julho de 2025
Influência e Eleições

Michelle Bolsonaro é apontada como a mulher mais poderosa do Brasil por 15,4% em pesquisa

Levantamento Meio/Ideia revela favoritismo da ex-primeira-dama, analisa repercussão de atritos com Flávio e aponta Lula na liderança das intenções de voto para a Presidência

Por Redação
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Michelle Bolsonaro - Foto: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera de forma isolada a percepção popular sobre poder feminino no país. Segundo a pesquisa espontânea Meio/Ideia, 15,4% dos entrevistados consideram a presidente do PL Mulher a mulher mais poderosa do Brasil atualmente. Ela é seguida pela primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja (9%), e pela ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia (4,5%).

O levantamento também testou a reação da opinião pública aos vídeos publicados por Michelle no final de junho, nos quais relatou ter sido "humilhada" e desrespeitada em uma discussão telefônica com seu enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A maior parte do eleitorado inclina-se a dar crédito à ex-primeira-dama: 64% dos ouvidos consideram suas declarações totalmente ou mais verdadeiras do que falsas, enquanto 44,4% afirmaram que a revelação do atrito familiar não alterou a confiança que depositam nela.

Além da influência política, a sondagem mediu a viabilidade eleitoral de Michelle em um cenário hipotético para a disputa presidencial, caso o nome de Flávio fique fora do pleito. Na simulação de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 40,4%, seguido por Michelle com 29,4%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), surge em terceiro com 7,0%, e Romeu Zema (Novo) registra 4,4%.

Em uma eventual projeção de segundo turno entre Lula e a ex-primeira-dama, o atual presidente venceria por 45% a 36%. A força eleitoral de Michelle se concentra majoritariamente entre jovens de 16 a 24 anos (47,6%), eleitores das regiões Sul (53,2%) e Norte (48,4%), além de uma expressiva vantagem no segmento evangélico, onde alcança 63,3% da preferência contra 17,7% dados ao candidato petista.