31 de julho de 2025
levantamento

Pesquisa Meio/Ideia: 24% dos homens acham que mulheres votam mal

Em contrapartida, a rejeição à tese é absoluta entre o eleitorado feminino: 0% das mulheres entrevistadas apoiam a declaração

Por Redação
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O levantamento detalha que, entre os homens, 9% "concordam totalmente" com a crítica ao voto feminino e 15,1% "concordam parcialmente - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Uma pesquisa realizada pelo Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (8), revelou que 24,1% dos homens, praticamente um em cada quatro, concordam com a afirmação de que "mulher vota estatisticamente mal, principalmente solteiras". Em contrapartida, a rejeição à tese é absoluta entre o eleitorado feminino: 0% das mulheres entrevistadas apoiam a declaração. Na média geral da população, somando ambos os sexos, o índice de concordância com a frase é de 11,6%.

O levantamento detalha que, entre os homens, 9% "concordam totalmente" com a crítica ao voto feminino e 15,1% "concordam parcialmente". O grupo dos que reusam a afirmação em alguma medida não chega à metade do eleitorado masculino, somando 44,6% (37,9% discordam totalmente e 6,7% parcialmente). Já entre as mulheres, o posicionamento é amplamente oposto: 49,6% são totalmente contra a frase e 25,8% manifestaram discordância parcial. No cenário geral do país, 44% dos entrevistados rechaçam totalmente a ideia e 16,6% discordam em partes.

A sondagem do instituto foi motivada por declarações recentes do jornalista e influenciador Paulo Figueiredo. No dia 25 de junho, ele afirmou que as mulheres não sabiam votar e, quatro dias depois, publicou em suas redes sociais um reforço à sua tese, associando o comportamento eleitoral feminino ao avanço do feminismo, após tecer críticas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Figueiredo é considerado um aliado político do senador Flávio Bolsonaro (PL), o que gerou desgaste na pré-campanha do parlamentar à Presidência da República. Diante da repercussão negativa, o senador se manifestou publicamente no dia 1º de julho para repudiar as declarações do influenciador, classificando o posicionamento como "veementemente equivocado". Flávio Bolsonaro buscou distanciar o jornalista de seu comitê eleitoral ao frisar que, embora o influenciador colabore com pautas da direita no exterior, ele não integra a equipe oficial de sua campanha.