31 de julho de 2025
Investigação

Federação Argentina entra na mira do FBI por suspeita de fraude durante a Copa ]do Mundo

Investigação nos Estados Unidos analisa movimentações financeiras da AFA e contratos administrados por empresa ligada ao exterior

Por Redação
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Messi defende a Seleção Argentina na competição - Foto: Reprodução/X

O Federal Bureau of Investigation (FBI) abriu uma investigação sobre a Associação de Futebol Argentino (AFA) por suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro nos Estados Unidos. A apuração ocorre durante a Copa do Mundo e busca esclarecer movimentações financeiras realizadas pela entidade no sistema bancário norte-americano.

Segundo informações do jornal argentino La Nación, os investigadores analisam como a AFA, sediada na Argentina, realizou operações financeiras nos Estados Unidos. A suspeita é de que a organização tenha movimentado centenas de milhões de dólares por meio de instituições financeiras do país.

O FBI investiga se parte dessas transações pode estar relacionada a crimes previstos na legislação norte-americana. A agência federal também realizou reuniões com o empresário Guillermo Tofoni para obter informações sobre operações envolvendo a entidade.

A investigação busca pessoas que tenham conhecimento sobre atividades realizadas durante a gestão de Claudio Tapia e Pablo Toviggino. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos avalia convocar ex-integrantes do governo de Javier Milei que tiveram acesso a dados sobre a AFA para prestar depoimentos.

O inquérito é conduzido pelos procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger. A apuração tem como foco as atividades da TourProdEnter LLC, empresa ligada ao produtor teatral Javier Faroni, que passou a atuar na cobrança de contratos comerciais da AFA no exterior.

De acordo com a investigação, a TourProdEnter LLC administrou pelo menos US$ 260 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 1,342 bilhão, em receitas da AFA. Os investigadores analisam o caminho desses recursos administrados por Faroni e sua esposa, Erica Gillette, por meio do sistema financeiro dos Estados Unidos.

A apuração também avalia a destinação de parte desses valores. Cerca de US$ 57 milhões, aproximadamente R$ 294 milhões, foram distribuídos entre empresas e beneficiários que, segundo documentos analisados pelo jornal argentino, ainda não tiveram a justificativa econômica identificada.

A AFA ainda não divulgou posicionamento sobre a investigação. As autoridades norte-americanas continuam reunindo informações para avaliar possíveis irregularidades nas operações financeiras ligadas à entidade.