31 de julho de 2025
POLÍTICA

Exército entrega seis armas de Bolsonaro à PF após determinação de Moraes

Corporação informou que dois armamentos registrados em nome do ex-presidente não foram localizados; decisão faz parte das medidas impostas pelo STF

Por Redação
Publicado em
Ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução

O Exército Brasileiro entregou à Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira (6), seis armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida atende a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou o repasse dos armamentos mantidos sob custódia da corporação.

A informação foi enviada ao STF pelo comandante do Batalhão de Polícia do Exército, tenente-coronel Caio de Vargas Lisbôa.

Segundo o documento, duas armas previstas inicialmente não foram encontradas nas instalações do batalhão: uma pistola Glock calibre 9 mm e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12.

Armas entregues

Foram encaminhadas à Polícia Federal:

  • Pistola Taurus calibre .380 (uso permitido);
  • Pistola Taurus calibre .40 S&W (uso restrito);
  • Carabina Springfield Armory calibre 7,62×51 mm (uso restrito);
  • Espingarda Typhoon calibre 12 (uso restrito);
  • Pistola Arex calibre 9×19 mm (uso restrito);
  • Pistola SIG Sauer calibre 9×19 mm (uso restrito).

A ordem de Moraes estabelecia prazo de 48 horas para que todas as armas registradas em nome de Bolsonaro e sob guarda do Exército fossem entregues à Polícia Federal.

Inicialmente, a expectativa era de que oito armamentos fossem repassados, mas apenas seis foram localizados.

A determinação integra a decisão em que o ministro manteve a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente, ao mesmo tempo em que revogou seu porte de arma e o Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

Além da entrega das armas, Moraes também determinou que a Polícia Federal informe se já está em posse dos dois armamentos que não foram encontrados pelo Exército. Até o momento, a corporação não se pronunciou sobre o assunto.