31 de julho de 2025
ECONOMIA

Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,5% após alívio da crise no Oriente Médio

Corte de R$ 0,81 por litro entra em vigor nesta terça-feira (1º), mas combustível ainda acumula alta de 40,5% em 2026

Por Redação
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Petrobras anunciou redução de 14,5% no preço do querosene de aviação a partir deste 1º de julho. - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (1º) uma redução de 14,5% no preço de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras. O reajuste, que entrou em vigor imediatamente, representa uma queda de R$ 0,81 por litro e reflete a diminuição das pressões no mercado internacional após o arrefecimento do conflito no Oriente Médio.

Com a redução, o preço do combustível nas refinarias da estatal passa a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro, dependendo da unidade fornecedora. Este é o segundo corte consecutivo anunciado pela Petrobras, após uma redução de 14,2% aplicada em junho.

Segundo a companhia, a queda foi possível devido à atenuação dos impactos da guerra no Oriente Médio, que havia provocado forte instabilidade no mercado internacional de petróleo e seus derivados.

Apesar da redução anunciada neste mês, o querosene de aviação ainda registra uma alta acumulada de 40,5% em relação ao preço praticado no fim de 2025, o que representa um aumento de R$ 1,39 por litro no período.

O mercado foi fortemente impactado após a escalada das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, que comprometeu o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de óleo e gás.

Antes da crise, cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás passava pela região. Com a redução da oferta global, os preços internacionais dispararam, afetando também o mercado brasileiro.

Embora o Brasil seja produtor de petróleo, os combustíveis seguem a dinâmica do mercado internacional, já que petróleo e derivados são considerados commodities com preços definidos pela oferta e demanda globais.

Nos últimos meses, o QAV passou por sucessivos reajustes. Em abril, a Petrobras elevou o preço em 55%. Em maio, houve novo aumento de 18%, levando a estatal a autorizar o parcelamento dos reajustes pelas distribuidoras para reduzir os impactos sobre o setor aéreo.

Com a redução de junho e o novo corte anunciado em julho, companhias aéreas passam a acompanhar a evolução do custo do combustível, que representa uma das principais despesas operacionais da aviação comercial.

A Petrobras destaca que comercializa o QAV para as distribuidoras, responsáveis pelo transporte e revenda às companhias aéreas e demais consumidores nos aeroportos. Atualmente, a estatal responde por cerca de 85% da produção nacional do combustível, embora o mercado permaneça aberto à concorrência.