Governo acaba com parte do subsídio ao diesel e prepara corte no benefício da gasolina
Decisão entra em vigor nesta quarta-feira (1º) e acompanha a queda do preço do petróleo no mercado internacional; governo avalia retirada gradual dos incentivos
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O governo federal anunciou que encerrará, a partir desta quarta-feira (1º), uma das subvenções concedidas ao diesel para conter o impacto da alta dos combustíveis provocada pelos conflitos no Oriente Médio. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A medida põe fim ao subsídio de R$ 0,35 por litro, criado no fim de maio para substituir a desoneração de tributos federais que havia perdido a validade no início de junho.
Segundo o ministro, a decisão reflete a redução das pressões sobre os preços internacionais do petróleo e faz parte da estratégia de retirar, de forma gradual, os incentivos concedidos durante o período de maior instabilidade no mercado.
"A gente foi atento e pronto para colocar as medidas de pé para não ser sócio da guerra e mitigar preços. Também seremos atentos e teremos prontidão na retirada e na reversão das medidas", afirmou Durigan.
O ministro também informou que o governo analisa a retirada de outros benefícios ainda em vigor, entre eles a subvenção de R$ 1,12 por litro para o diesel e o auxílio de R$ 0,44 por litro concedido à gasolina.
De acordo com Durigan, a expectativa é que a redução do incentivo à gasolina seja anunciada em breve, desde que o monitoramento realizado em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirme a estabilidade dos preços.
As subvenções foram implementadas entre março e maio para amenizar os efeitos da escalada do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio. Inicialmente, o governo concedeu um desconto de R$ 1,20 por litro no diesel, por meio da redução de impostos federais e estaduais. Posteriormente, criou novos subsídios para diesel, gasolina e querosene de aviação.
A reavaliação das medidas ocorre após a queda do preço do barril do petróleo Brent, referência internacional. Na última semana, a cotação voltou para a faixa de US$ 70, patamar semelhante ao registrado antes do início do conflito. Em março, durante o auge da crise, o barril chegou a superar os US$ 100.