Execução por encomenda: Traficante manda matar mulher por dívida de R$ 1,1 mil em Rio Largo
Investigação revela que assassinato foi ordenado por chefe de facção foragido no Rio de Janeiro
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Uma ação rápida das forças de segurança resultou na prisão de dois homens na noite desta última sexta-feira (26), em Rio Largo. Eles são os principais suspeitos de executar uma mulher dentro de um bar na localidade conhecida como Vila da Dita. Segundo as investigações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o crime foi ordenado de dentro do Rio de Janeiro por um traficante foragido, conhecido como “Rafinha 99”, que usou a quitação de uma dívida para encomendar a morte da vítima.
O homicídio foi motivado por uma disputa pelo controle do tráfico local. A polícia apurou que a mulher estava comercializando entorpecentes na região dominada por "Rafinha 99" sem a devida autorização do grupo criminoso. Ela chegou a ser advertida por um dos comparsas do traficante para que cessasse as vendas, mas ignorou a ameaça. Diante da insistência, o chefe da organização decretou a sua sentença de morte.
Para executar o plano, o traficante foragido acionou dois homens que possuíam uma dívida de R$ 1.100,00 com a sua facção. "Rafinha 99" propôs um trato: o perdão total do débito financeiro em troca da execução da mulher. As prisões da dupla foram efetuadas por equipes da ROTAM, com o suporte da Diretoria de Inteligência da Polícia Militar (DINT) e do 8º Batalhão, menos de 24 horas após o assassinato.
A linha de investigação avançou quando os policiais localizaram o primeiro suspeito em frente a um estabelecimento comercial. Durante a abordagem, ele confessou de forma espontânea a participação no crime a mando do traficante. Com as informações obtidas, os militares se deslocaram até a residência do segundo envolvido, que tentou fugir ao notar a aproximação das viaturas, mas acabou contido. Ele admitiu que pilotou a motocicleta usada no dia do crime.
Após realizarem consultas nos sistemas de segurança, os policiais constataram que a motocicleta utilizada na ação possuía queixa de roubo, dado que foi cruzado e confirmado por imagens de monitoramento coletadas na cena do crime. O condutor revelou ainda que a arma do homicídio foi repassada logo após o atentado para uma terceira pessoa esconder. Os policiais foram até o endereço indicado, mas os ocupantes conseguiram fugir pelos fundos e o armamento não foi localizado. Os dois homens foram autuados em flagrante por homicídio qualificado.