31 de julho de 2025
SÃO PAULO

Polícia investiga possível gravação de imagens após adolescente passar mal durante ato sexual

Celulares de cinco adolescentes foram apreendidos para perícia; jovem já recebeu alta e prestará depoimento nos próximos dias

Por Redação
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Polícia investiga possível gravação de imagens após adolescente passar mal durante ato sexual - Foto: Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar a possível existência e armazenamento de imagens de conteúdo sexual envolvendo adolescentes após uma jovem passar mal durante um ato sexual coletivo em Sorocaba, no interior paulista.

O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (22), no bairro do Éden, e envolve cinco adolescentes com idades entre 13 e 17 anos.

Como parte das investigações, os celulares dos menores foram apreendidos e serão submetidos à perícia técnica. A apuração busca esclarecer se houve produção, compartilhamento ou armazenamento de imagens relacionadas ao episódio.

A adolescente, que sofreu um mal-estar e apresentou convulsões durante a ocorrência, foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada para atendimento médico. Ela já recebeu alta hospitalar.

Além do atendimento médico, a jovem passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). O laudo pericial, considerado peça importante para o esclarecimento dos fatos, deve ser concluído em até 15 dias.

Depoimentos e investigação

O caso está sob responsabilidade da Delegacia da Infância e Juventude (DIJU), que segue realizando diligências.

Segundo informações da investigação, a adolescente ainda não foi ouvida formalmente pela polícia, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Os outros adolescentes envolvidos foram levados à delegacia acompanhados pelos responsáveis legais e prestaram depoimento. De acordo com os relatos iniciais, eles afirmaram que a relação teria ocorrido de forma consensual.

Apuração segue em andamento

Procurada, a Polícia Civil informou que não comentará detalhes da investigação neste momento para não comprometer a coleta de provas.

Questionada sobre a possibilidade de o caso ser enquadrado como ato infracional análogo a estupro, a corporação afirmou que ainda é cedo para qualquer classificação jurídica definitiva, já que a apuração está em fase inicial.

Os investigadores aguardam os resultados dos exames periciais e a análise dos aparelhos eletrônicos para definir os próximos passos do inquérito.