Alagoas e Maceió entram em alerta para aumento de casos de síndrome respiratória grave, aponta Fiocruz
Boletim indica crescimento de internações por vírus respiratórios no estado; crianças, idosos e pessoas com comorbidades estão entre os grupos mais vulneráveis
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Alagoas está entre os estados brasileiros em alerta para o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (18) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento também coloca Maceió entre as capitais que seguem com níveis elevados da doença.
De acordo com a Fiocruz, o estado apresenta incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas. Na capital alagoana, embora não haja indicação de aumento contínuo no longo prazo, os registros permanecem em patamar considerado preocupante.
O avanço dos casos está relacionado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta com mais frequência crianças pequenas, e dos vírus influenza A e B, responsáveis por quadros mais graves entre jovens, adultos e idosos.
O boletim aponta que Alagoas acompanha o cenário observado em outros estados do Nordeste, onde a pressão sobre os serviços de saúde tem aumentado devido à alta demanda por atendimentos e internações por doenças respiratórias.
No país, 14 unidades da federação apresentam crescimento sustentado dos casos de SRAG, entre elas Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
A pesquisadora Tatiana Portella, integrante do InfoGripe, reforçou a importância da vacinação contra a influenza, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Ela também destacou a recomendação para que gestantes recebam a vacina contra o vírus sincicial respiratório a partir da 28ª semana de gestação, contribuindo para a proteção dos bebês.
Além da imunização, a Fiocruz orienta a adoção de medidas preventivas, como o uso de máscaras em ambientes fechados e unidades de saúde, além do isolamento em caso de sintomas gripais.
Dados do boletim mostram que, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório foi responsável por mais da metade dos casos positivos de SRAG registrados no país. Entre os óbitos associados a vírus respiratórios, a influenza A aparece como a principal causa.
Em 2026, o Brasil já contabilizou mais de 89 mil casos de SRAG e cerca de 3,8 mil mortes relacionadas à síndrome, segundo a Fiocruz.