Justiça aceita nova denúncia e Marcola passa a responder por mais crimes
Líder do PCC e familiares passam a responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro
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A defesa de Marco Willian Herbas Camanho, o Marcola, e de seus familiares se manifestou após a Justiça de São Paulo aceitar a denúncia do Ministério Público e transformar os investigados em réus no âmbito da Operação Vernix, que apura crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (18), o advogado Bruno Ferullo afirmou que a defesa adotará todas as medidas judiciais cabíveis para contestar as imputações apresentadas pelo Ministério Público.
A denúncia foi recebida pela 3ª Vara da Comarca de Presidente Venceslau na última segunda-feira (16), formalizando a abertura da ação penal contra os investigados. Além de Marcola, também se tornaram réus o irmão e sobrinhos do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), além da influenciadora e advogada Deolane Bezerra.
Com o recebimento da denúncia, os acusados passam a responder formalmente ao processo, que agora entra na fase de instrução, com coleta de provas, oitivas e apresentação das defesas.
A defesa de Marcola destacou ainda que o líder do PCC e um de seus familiares estão custodiados em presídio federal de segurança máxima desde 2019, sob restrições severas de contato e comunicação.
O advogado também negou o envolvimento dos sobrinhos do investigado nas práticas criminosas apontadas pelo Ministério Público, afirmando que a relação familiar não pode ser usada como elemento de acusação.
Segundo a manifestação, os pontos relacionados a movimentações financeiras e patrimoniais serão esclarecidos ao longo do processo, durante a fase de instrução.
A investigação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Presidente Prudente, e segue em andamento.