Justiça mantém preso tenente-coronel suspeito pela morte da esposa Gisele Alves
Magistrada entende que não houve mudança nos fatos e destaca importância de preservar a fase de produção de provas e depoimentos
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A Justiça decidiu manter preso o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, apontado como principal suspeito pela morte da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. A decisão foi proferida pela juíza Michelle Porto Carreiro na quarta-feira (17).
Ao analisar novamente o pedido relacionado à prisão preventiva, a magistrada concluiu que não houve alterações relevantes no andamento do caso que justificassem a soltura do oficial. Segundo ela, os fundamentos que motivaram a prisão continuam válidos e necessários para garantir o andamento regular da ação penal.
De acordo com a decisão, o processo se aproxima de uma etapa considerada fundamental, quando testemunhas serão ouvidas e provas analisadas em audiência. Nesse contexto, a manutenção da prisão foi considerada uma medida importante para evitar possíveis interferências na instrução processual.
O caso ganhou repercussão após a soldado Gisele Alves Santana ser encontrada com um ferimento de arma de fogo na cabeça no apartamento onde morava. Desde o início das investigações, o ex-marido, Geraldo Leite Rosa Neto, figura como principal suspeito do crime.
A defesa do oficial busca reverter a prisão preventiva, mas a Justiça entende que, neste momento, permanecem presentes os requisitos legais para a manutenção da medida cautelar.
O processo segue em tramitação e aguarda os próximos desdobramentos na fase de instrução.