Vereador de São José da Tapera alega "mata-leão" e legítima defesa após atirar em homem
Shellington Angelino se apresentou à polícia, entregou pistola registrada e acusa adversário político de tentar inflar o caso após confusão em bar
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O vereador Shellington Angelino (PP), de São José da Tapera, quebrou o silêncio e apresentou sua versão sobre o tiro que desferiu contra um homem no último domingo (14), no povoado Cacimba do Barro, zona rural do município sertanejo. Em entrevista ao Portal IT Notícias, o parlamentar garantiu que agiu estritamente em legítima defesa após ser covardemente agredido e imobilizado.
De acordo com o político, o episódio começou quando ele voltava de sua propriedade rural e parou em um bar a convite de amigos. No estabelecimento, uma discussão calorosa teve início entre um de seus acompanhantes e um homem conhecido na região como “Alemão”. Ao tentar intervir para acalmar os ânimos, o vereador acabou virando o alvo da violência.
Shellington relatou que foi surpreendido por Alemão com um golpe de "mata-leão" pelas costas. Mesmo implorando para ser solto, o agressor manteve o estrangulamento, provocando lesões em seus braços, pescoço e pernas. Diante do sufocamento, o parlamentar sacou sua pistola — que possui registro legal — e disparou uma vez para o alto para tentar assustar o homem.
Como o estrangulamento persistiu, o vereador efetuou um segundo disparo para trás, que atingiu de raspão o ombro do agressor. Com o impacto, ambos caíram no chão e a confusão cessou. O próprio parlamentar afirmou que pediu para as testemunhas socorrerem o ferido, que foi levado ao hospital, medicado e liberado sem risco de morte.
Um detalhe que chama atenção no caso é o vínculo familiar e a motivação do crime. O homem baleado é primo da esposa do vereador e já havia trabalhado com ele em eventos culturais. Shellington negou categoricamente os boatos de que o crime teria motivação política e acusou um adversário local de usar a situação para tentar destruir seu mandato, incentivando a vítima a mudar o depoimento.
O parlamentar, eleito com 541 votos, apresentou-se espontaneamente na delegacia ao lado do advogado Carlito Lima, submeteu-se ao exame de corpo de delito e entregou a arma para a perícia da Polícia Civil. O inquérito segue em andamento para confrontar a versão de legítima defesa com os depoimentos das testemunhas que presenciaram a confusão no bar.