31 de julho de 2025
Saúde

Anvisa libera uso da polilaminina para jovem com lesão medular após acidente no Paraná

Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, sofreu fraturas na coluna após ser atingida por um galho de árvore; família confirmou autorização para aplicação do biofármaco experimental

Por Redação
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Anvisa libera uso da polilaminina para jovem com lesão medular após acidente no Paraná - Foto: Reprodução

A jovem Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, recebeu autorização para utilizar a polilaminina, biofármaco experimental desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada nesta semana por familiares da paciente, que está internada após sofrer uma grave lesão medular em Curitiba, no Paraná.

Segundo relatos da família, Ana Beatriz ficou sem os movimentos e a sensibilidade nas pernas depois que um galho de árvore caiu sobre ela, provocando fraturas na coluna vertebral.

A confirmação da liberação foi compartilhada nas redes sociais pela mãe da jovem, Vanessa Stubinski.

“Recebemos a confirmação de que a Ana Beatriz foi aprovada e toda a logística já está sendo providenciada para que a medicação chegue até nós”, publicou.

O namorado da paciente, Eduardo, também comemorou a decisão. “A Anvisa liberou a aplicação da polilaminina para a Aninha”, escreveu.

Nos últimos dias, familiares haviam iniciado uma mobilização para solicitar que o caso fosse analisado pelas autoridades de saúde. Segundo eles, o Hospital do Trabalhador, onde Ana Beatriz está internada, já havia participado anteriormente da aplicação da substância em outro paciente.

A polilaminina é considerada uma das pesquisas brasileiras mais promissoras na área da regeneração neural. O estudo é conduzido pela bióloga e pesquisadora Tatiana Sampaio e busca estimular a recuperação de tecidos do sistema nervoso após lesões graves.

Em nota à imprensa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária explicou que a autorização ocorre por meio do chamado uso compassivo, mecanismo que permite o acesso a medicamentos ainda sem registro definitivo para pacientes sem alternativas terapêuticas disponíveis.

Nesses casos, o pedido é feito ao laboratório responsável pelo produto — neste caso, a Cristália — que deve avaliar a situação clínica do paciente e fornecer documentação médica detalhada para análise.

A Anvisa informou ainda que os pedidos costumam ser avaliados em até 48 horas e levam em consideração critérios como a gravidade da doença, a inexistência de tratamento eficaz disponível e a relação entre riscos e benefícios da terapia.

Apesar da expectativa gerada pelos resultados preliminares, a polilaminina ainda é alvo de debates na comunidade científica. Pesquisadores defendem a continuidade dos estudos para comprovar de forma mais ampla sua eficácia e segurança antes de uma eventual aprovação definitiva para uso clínico.