31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Após reação de João Campos, PT age para conter crise com PSB sobre palanque duplo de Lula em Pernambuco

Declaração do ministro Wellington Dias sobre possível apoio simultâneo à governadora Raquel Lyra gerou desconforto entre aliados

Por Redação
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impasse surgiu após Wellington Dias defender uma estratégia de ampliação das alianças em torno da candidatura à reeleição de Lula - Foto: Sandy James/DP Foto

O PT precisou agir para conter um novo desgaste com o PSB após declarações do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, sugerirem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia dividir seu apoio entre dois palanques na disputa pelo governo de Pernambuco em 2026.

A fala provocou reação imediata do prefeito do Recife e pré-candidato ao governo estadual, João Campos (PSB), que demonstrou insatisfação com a possibilidade de Lula também prestigiar a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), sua principal adversária na corrida eleitoral.

Diante da repercussão, o presidente nacional do PT e coordenador da pré-campanha presidencial, Edinho Silva, entrou em campo para reduzir a tensão e reafirmou que, em Pernambuco, o presidente terá apenas um palanque.

“Essa posição está clara desde o início. Em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, que é o de João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil, e esse ruído é desnecessário”, declarou.

O impasse surgiu após Wellington Dias defender uma estratégia de ampliação das alianças em torno da candidatura à reeleição de Lula, mencionando tanto João Campos quanto Raquel Lyra como nomes que poderiam integrar a base de apoio do presidente no estado.

Nos bastidores, a declaração foi recebida com desconforto pela cúpula do PSB, que considera a eleição em Pernambuco uma prioridade estratégica para a legenda. Integrantes do partido avaliam que um eventual apoio dividido de Lula poderia comprometer a relação entre as duas siglas e até provocar uma reavaliação dos acordos firmados em outros estados.

Aliados do presidente também reconhecem que o cenário em Pernambuco exige cautela. A avaliação é de que preservar a unidade com o PSB, principal parceiro nacional do PT, é fundamental para evitar desgastes políticos e garantir uma base sólida para a disputa presidencial de 2026.