31 de julho de 2025
INVESTIGAÇÃO

MP denuncia Deolane e cita Marcola em investigação sobre suposto esquema ligado ao PCC

Influenciadora foi denunciada pelo Gaeco de São Paulo; promotores apontam indícios de ocultação de recursos e pedem manutenção da prisão preventiva

Por Redação
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MP denuncia Deolane e cita Marcola em investigação sobre suposto esquema ligado ao PCC - Foto: Reprodução

A influenciadora Deolane Bezerra foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo nesta quarta-feira (10) no âmbito das investigações que apuram uma suposta ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente.

O documento é assinado por sete promotores, entre eles Lincoln Gakiya, conhecido pela atuação em investigações envolvendo a facção criminosa.

Segundo o Ministério Público, análises financeiras e dados obtidos por meio de quebras de sigilos bancário e fiscal apontariam a existência de mecanismos utilizados para ocultar recursos supostamente ilícitos e reinseri-los na economia formal.

Marcola também foi denunciado

Além de Deolane, o MP denunciou Marco Willians Herbas Camacho, apontado como líder do PCC, além de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Everton de Souza, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho.

De acordo com a Promotoria, Everton e Paloma são sobrinhos de Marcola.

A denúncia sustenta que pessoas ligadas à organização criminosa recebiam orientações para movimentar valores provenientes de uma empresa de transportes investigada, destinando parte dos recursos a beneficiários apontados durante as apurações.

MP se opõe à saída da prisão

Na mesma manifestação, os promotores defenderam a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e se posicionaram contra o pedido da defesa para transferência ou prisão domiciliar.

O Ministério Público argumentou que a unidade prisional de Tupi Paulista, onde Deolane está custodiada, possui condições adequadas para sua permanência.

Os promotores também afirmaram que o fato de a investigada ser mãe de uma criança menor de 12 anos, por si só, não justificaria a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Justiça já havia negado pedido

A defesa solicitou que Deolane fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior — espaço destinado à custódia de advogados presos antes de condenação definitiva — ou, alternativamente, colocada em prisão domiciliar.

O pedido foi rejeitado pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, responsável pela análise do caso relacionado à Operação Vérnix.

Os advogados da influenciadora alegaram que a unidade prisional não atenderia às condições adequadas para esse tipo de custódia, citando apontamentos feitos pela OAB sobre ventilação, alimentação, higiene e restrições ao contato presencial com defensores.

O caso segue em tramitação na Justiça paulista.