31 de julho de 2025
ALAGOAS

Justiça prorroga prisão de professor investigado por estupro de vulnerável em Murici

Suspeito, que atuava em escola municipal, permanecerá preso por mais 30 dias para garantir continuidade das investigações

Por Redação
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Professor foi preso no dia 16 de abril. - Foto: Reprodução

A Justiça de Alagoas determinou a prorrogação por mais 30 dias da prisão temporária do professor investigado por suposto estupro de vulnerável no município de Murici. A medida foi solicitada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) com o objetivo de garantir o andamento das investigações e evitar prejuízos à coleta de provas e depoimentos.

A decisão foi proferida na última terça-feira (19) pela juíza Paula de Goes Brito Pontes, atendendo ao pedido do MPAL diante da proximidade do encerramento do prazo da prisão temporária.

Segundo o Ministério Público, o investigado teria se aproveitado da função de professor em uma escola municipal para cometer supostos abusos sexuais contra crianças, suas alunas, que estariam em situação de vulnerabilidade econômica.

MPAL alegou necessidade de preservar investigações

De acordo com o pedido apresentado à Justiça, a manutenção da prisão é necessária para garantir o andamento das diligências ainda em curso, incluindo depoimentos e produção de provas no âmbito do procedimento investigatório.

A prisão temporária do suspeito havia sido decretada em 16 de abril e cumprida no mesmo dia. Posteriormente, em 29 de abril, uma decisão monocrática do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) revogou a prisão. No entanto, o próprio tribunal voltou atrás e restabeleceu a medida cautelar, determinando novamente a detenção do investigado.

Com o prazo se aproximando do fim, o Ministério Público pediu a extensão da prisão temporária como forma de assegurar a continuidade das investigações.

Caso é investigado em operação conjunta do MPAL

A atuação do Ministério Público ocorre por meio de uma ação conjunta entre a Promotoria de Justiça de Murici e a 39ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado para apurar denúncias consideradas graves envolvendo supostas vítimas em situação de vulnerabilidade.

A promotora de Justiça de Murici, Ilda Regina Reis, informou que as investigações seguem em andamento.

“O Ministério Público reitera que as investigações seguem em andamento no âmbito do PIC, com a adoção de todas as medidas necessárias para o completo esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização do investigado”, declarou.

Já o promotor Cyro Blatter destacou o compromisso da instituição com a proteção de crianças e adolescentes.

Segundo ele, a atuação do MPAL demonstra uma resposta firme no enfrentamento de crimes dessa natureza, que exigem rapidez e rigor do sistema de Justiça.

Investigação segue em sigilo

O caso segue sob investigação e, devido à natureza do crime e à presença de possíveis vítimas menores de idade, os detalhes do procedimento são tratados com restrição para preservar a integridade das crianças envolvidas.

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