Justiça restabelece prisão preventiva de professor investigado por estupro de vulnerável em Murici
Tribunal de Justiça de Alagoas entendeu que há elementos suficientes para manter a medida cautelar contra o acusado investigado por estupro de vulnerável
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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu restabelecer a prisão preventiva do professor investigado por estupro de vulnerável no município de Murici, após analisar provas apresentadas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL).
A decisão anulou uma liminar concedida anteriormente de forma monocrática e determinou a expedição de um novo mandado de prisão contra o acusado.
Segundo o MPAL, o professor é investigado por supostamente se aproveitar da condição de educador para se aproximar de vítimas menores de idade. O caso é apurado em um Procedimento Investigatório Criminal que reúne denúncias e depoimentos de adolescentes, além de diligências realizadas pelas forças de segurança.
O suspeito foi preso no último dia 16 durante uma operação do Ministério Público, após a Justiça de primeiro grau autorizar a prisão temporária. Em seguida, durante audiência de custódia, a medida foi convertida em prisão preventiva.
No julgamento realizado nesta terça-feira (6), os desembargadores da Câmara Criminal entenderam, por maioria, que permanecem válidos os requisitos legais para manutenção da prisão cautelar.
Com isso, a decisão anterior perdeu efeito e o processo voltou a seguir conforme a determinação da Justiça de primeiro grau.
Os promotores de Justiça Ilda Regina Reis e Cyro Blatter afirmaram que a nova decisão reforça a consistência das provas reunidas durante a investigação.
Segundo eles, a prisão preventiva é necessária para garantir a proteção das vítimas, evitar possíveis intimidações e assegurar o andamento regular da instrução processual.