31 de julho de 2025
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Polícia afirma que agentes mortos em Delmiro Gouveia não tiveram chance de reação

Delegado detalhou dinâmica do crime e disse que vítimas foram atingidas por disparos na cabeça dentro da viatura

Por redação
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Após o crime, ainda segundo a Polícia Civil, o suspeito deixou a viatura e caminhou até a residência da companheira, onde acabou localizado e preso. - Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Alagoas informou, nesta quarta-feira (20), que os policiais civis Yago Gomes, de 33 anos, e Denivaldo Jardel, de 41, foram mortos com tiros considerados “fatais e precisos” dentro da viatura da corporação, em Delmiro Gouveia, no Sertão do estado. Segundo a investigação, não houve sinais de reação ou tentativa de defesa por parte das vítimas.

As informações foram apresentadas durante coletiva de imprensa realizada na sede da Delegacia-Geral, em Maceió. O delegado-geral adjunto Eduardo Mero afirmou que o caso é tratado como homicídio qualificado.

De acordo com a polícia, Yago Gomes conduzia a viatura no momento do crime e foi atingido por um disparo na região da têmpora direita. Já Denivaldo Jardel foi baleado na nuca. Ambos morreram no local.

O principal suspeito é o policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, colega de equipe das vítimas. Conforme a investigação, ele costumava dirigir o veículo, mas naquela noite decidiu passar a direção para Yago e seguiu no banco traseiro da viatura.

Em depoimento, Gildate afirmou não se recordar do momento dos disparos, mas confirmou que havia ingerido bebida alcoólica com os colegas durante a noite anterior. Segundo relato dele à polícia, o grupo consumiu várias rodadas de bebidas alcoólicas antes de retornar para Delmiro Gouveia.

Após o crime, ainda segundo a Polícia Civil, o suspeito deixou a viatura e caminhou até a residência da companheira, onde acabou localizado e preso. Na casa, os policiais apreenderam a arma utilizada no crime e um par de calçados com manchas de sangue.

“O suspeito afirmou que foi até a residência para descansar porque estava cansado”, explicou Eduardo Mero durante a coletiva.

A polícia informou ainda que Gildate possui cerca de 30 anos de atuação na corporação e não apresentava histórico de violência grave ou crimes anteriores, apenas registros administrativos considerados leves e posteriormente arquivados.

As investigações apontam que os três policiais haviam saído para cumprir um mandado de prisão em Olho d’Água das Flores. Como o alvo não foi localizado, a equipe seguiu até Piranhas após receber informações sobre o paradeiro do homem.

No entanto, ao chegarem à cidade, os agentes descobriram que o mandado já não tinha validade, porque a dívida de pensão alimentícia que motivou a ordem judicial havia sido quitada.

Depois disso, os policiais registraram a ocorrência no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) e permaneceram em Piranhas para jantar. Foi nesse momento, segundo o depoimento do suspeito, que houve o consumo de bebida alcoólica.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso e criou uma comissão especial de delegados para conduzir as investigações.

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