31 de julho de 2025
justiça

Após quase 16 anos, homem é condenado a 30 anos por assassinato de adolescente em Cacimbinhas

Josefa Cristina tinha 14 anos quando foi morta a facadas dentro de casa; julgamento ocorreu nesta quarta-feira (20)

Por redação
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De acordo com os autos, o acusado teria planejado matar o irmão da adolescente após desentendimentos motivados por uma dívida de R$ 20. - Foto: Divulgação MP/AL

Quase 16 anos após um crime que chocou a população de Cacimbinhas, no Agreste de Alagoas, a Justiça condenou José Afrízio da Silva, de 46 anos, a 30 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da adolescente Josefa Cristina, morta brutalmente aos 14 anos.

O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (20) e contou com atuação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), representado pelo promotor de Justiça Izelman Inácio. O Conselho de Sentença reconheceu o homicídio qualificado, entendendo que o réu agiu por motivo fútil e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Segundo as investigações, o crime ocorreu no dia 2 de outubro de 2010, no povoado Minador Lúcio, zona rural de Cacimbinhas. De acordo com os autos, o acusado teria planejado matar o irmão da adolescente após desentendimentos motivados por uma dívida de R$ 20.

Na noite do crime, o homem invadiu a residência da família e entrou no quarto onde Josefa Cristina dormia. Como a adolescente estava coberta, o acusado acreditou que atacava o verdadeiro alvo e desferiu vários golpes de faca contra ela.

Os pais da vítima acordaram após ouvirem gemidos e inicialmente pensaram que o filho estivesse passando mal. Ao saírem do quarto, encontraram o suspeito dentro da casa e entraram em luta corporal com ele. Durante a confusão, conseguiram arrancar a camisa e os sapatos do criminoso, que conseguiu fugir em seguida.

Ao verificarem os quartos, os pais encontraram o filho dormindo, enquanto Josefa Cristina agonizava do lado de fora da residência. A adolescente foi socorrida e encaminhada para a Unidade de Emergência de Arapiraca, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante o julgamento, um dos pontos considerados importantes para a condenação foi o depoimento da esposa do acusado, que confirmou que as roupas e os calçados encontrados pertenciam ao réu e eram os mesmos usados por ele na noite do crime.

O caso mobilizou moradores da cidade ao longo dos anos. Na manhã do julgamento, familiares e populares espalharam cartazes pedindo justiça e convocando a população para acompanhar a sessão do júri.

Para o promotor Izelman Inácio, a condenação representa uma resposta esperada há anos pelos familiares da vítima e pela sociedade.

“O Ministério Público entrou naquele salão do júri em busca de justiça, em defesa da vida e de uma resposta para a sociedade que aguardava isso há mais de 15 anos”, declarou.