Justiça mantém preso policial civil suspeito de matar colegas em Delmiro Gouveia
Investigação apura motivação e dinâmica do crime que matou dois policiais civis dentro de viatura no Sertão de Alagoas
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A Justiça de Alagoas converteu em prisão preventiva a detenção do policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, de 61 anos, suspeito de assassinar dois colegas de trabalho em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. A decisão foi tomada durante audiência de custódia e levou em consideração a gravidade do caso e a necessidade de preservar as investigações.
Os policiais civis Yago Gomes, de 33 anos, e Denivaldo Jardel, de 41, morreram após serem atingidos por disparos dentro da viatura da corporação, enquanto retornavam de uma ocorrência. Ambos morreram ainda no local.
Na decisão, o magistrado também determinou que o suspeito permaneça em cela separada, por se tratar de agente de segurança pública. Além disso, foram autorizadas diligências como exames toxicológicos nas vítimas e no investigado, perícia no celular do policial preso, análise de imagens de câmeras de segurança e oitivas de testemunhas.
A investigação do caso ficará sob responsabilidade de uma comissão especial formada pelos delegados Sidney Tenório, Antônio Carlos Lessa e Flávio Dutra. Até o momento, a Polícia Civil trata o episódio como homicídio e busca esclarecer a motivação do crime e a dinâmica dos disparos.
Segundo o delegado-geral adjunto Eduardo Mero, duas cápsulas deflagradas e uma intacta foram recolhidas na cena do crime. Após os assassinatos, o suspeito teria caminhado até a residência da companheira, onde acabou localizado e preso.
Em depoimento, Gildate afirmou que havia ingerido bebida alcoólica com os colegas na noite anterior ao crime e negou qualquer desentendimento entre eles.
Familiares das vítimas acompanham o caso em meio à comoção. Pai de Yago Gomes, Pedro Pereira disse estar inconformado com a morte do filho e questionou a brutalidade da ação.
Já o delegado Luciano Cardoso, tio de Yago, classificou o crime como uma execução e rebateu a hipótese de surto psicótico atribuída ao suspeito.
A Polícia Civil segue realizando perícias na viatura, coleta de imagens e novos depoimentos para esclarecer completamente o caso, que causou forte repercussão em Delmiro Gouveia.