31 de julho de 2025
futebol

Copa do Mundo 2026 terá os ingressos mais caros da história e preços de até R$ 160 mil

O torneio terá ingressos comuns variando entre US$ 100 e US$ 6.370, o equivalente a cerca de R$ 541 e R$ 34,5 mil na cotação atual

Por Redação
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O torneio terá ingressos comuns variando entre US$ 100 e US$ 6.370, o equivalente a cerca de R$ 541 e R$ 34,5 mil na cotação atual - Foto: Divulgação/Fifa

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) transformou a Copa do Mundo de 2026 na edição mais cara da história para os torcedores. Com partidas sediadas nos Estados Unidos, México e Canadá, o torneio terá ingressos comuns variando entre US$ 100 e US$ 6.370, o equivalente a cerca de R$ 541 e R$ 34,5 mil na cotação atual. A principal mudança promovida pela entidade para inflacionar os valores foi a adoção em larga escala do sistema de “preço dinâmico”, um mecanismo comercial já amplamente utilizado por companhias aéreas, ligas esportivas norte-americanas e plataformas de grandes shows. Na prática, os custos sobem ou caem em tempo real conforme a procura pelos bilhetes de acordo com o setor do estádio e a fase da competição, tornando os jogos da fase de grupos os mais acessíveis e a grande final o evento mais inflacionado.

Para assistir à decisão do campeonato, o bilhete mais barato disponível parte da expressiva faixa de R$ 21 mil, enquanto os ingressos da categoria premium superam a marca de R$ 160 mil. Um torcedor que planeje acompanhar sua seleção desde a estreia até a final gastará, na categoria mais econômica, em torno de R$ 19,7 mil apenas com as entradas. Caso opte pelos setores mais caros, o custo total ultrapassa R$ 70 mil. Com essa agressiva estratégia de mercado, a Fifa projeta uma arrecadação recorde de aproximadamente US$ 3 bilhões somente com a bilheteria do torneio.

A nova política comercial da entidade, contudo, acendeu um alerta e provocou forte reação de indignação entre torcedores e grupos organizados pelo mundo, já que o aumento nos preços chega a superar 1000% em comparação com a Copa do Mundo de 2022, disputada no Catar. O grupo europeu Football Supporters Europe (FSE), que representa torcedores do continente, solicitou oficialmente que a Fifa suspenda as vendas, classificando os valores como “extorsivos” e alertando que o modelo deve excluir fãs tradicionais e "elitizar" o principal torneio de futebol do planeta, transformando as arquibancadas em espaços dominados por corporações e turistas de altíssimo poder aquisitivo. Há um receio generalizado de que a ausência de torcidas populares apague a tradicional atmosfera festiva e apaixonada que historicamente marca as Copas.

Em resposta às críticas, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu publicamente os valores estipulados e argumentou que os preços elevados refletem a forte demanda do mercado estadunidense. O dirigente minimizou o impacto do mercado paralelo de revendas, afirmando que valores astronômicos vistos na internet não ditam o preço oficial da Fifa. Em tom descontraído, o mandatário ironizou a situação ao declarar que, se alguém de fato desembolsar milhões por um bilhete, ele mesmo faria questão de entregar um cachorro-quente e um refrigerante para garantir que a experiência do comprador seja ótima. Vale lembrar que, além de ser a mais cara, a Copa de 2026 será a maior de todos os tempos, contando pela primeira vez com 48 seleções participantes, o que amplia significativamente o número de sedes, jogos e potencial de lucro.