Canadá confirma primeiro caso de hantavírus associado a navio de cruzeiro
Autoridades monitoram contatos e aplicam protocolos de isolamento após registro de caso da cepa Andes
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Autoridades de saúde da província da Colúmbia Britânica, no Canadá, confirmaram o primeiro caso de hantavírus na América do Norte associado ao surto registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. O diagnóstico refere-se a um passageiro na faixa dos 70 anos, residente do Yukon, que retornou ao país e manifestou sintomas como febre e dor de cabeça. O paciente integra um grupo de quatro canadenses que cumpriam isolamento após o desembarque da embarcação. O teste laboratorial identificou a cepa Andes do vírus, o que eleva para 12 o total de infecções vinculadas ao navio globalmente, com o registro de três óbitos.
O teste inicial apontou resultado positivo, com confirmação posterior efetuada pelo Laboratório Nacional de Microbiologia, em Winnipeg. O indivíduo permanece internado sob isolamento e monitoramento médico. O cônjuge do paciente manifestou sintomas, porém obteve resultado negativo nos exames. Um terceiro passageiro, também na faixa dos 70 anos, foi conduzido ao hospital para avaliação, enquanto uma quarta pessoa, na faixa dos 50 anos e residente no exterior, cumpre isolamento em domicílio. As instituições de saúde informaram que os indivíduos hospitalizados ocupam quartos de pressão negativa e que os protocolos de contenção foram acionados desde o desembarque na província.
Investigações internacionais indicam que o surto teve início após um casal holandês contrair o vírus durante atividade de observação de aves na Argentina. A linhagem andina do hantavírus propaga-se por meio do contato com excreções de roedores, com histórico de transmissão entre humanos. Análises do Instituto Pasteur, da França, apontaram que o vírus sequenciado não demonstra mutações causadoras de alteração na transmissibilidade ou na gravidade da infecção. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, realizam o acompanhamento de 41 pessoas em 16 estados devido à exposição potencial, ao passo que o Canadá mantém passageiros e contatos sob vigilância pelo período de 42 dias.