Alagoas tem a terceira maior taxa de desemprego do Brasil no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE
Estado registrou 9,2% de desocupação entre janeiro e março e soma cerca de 121 mil pessoas sem trabalho; índice só é menor que o do Amapá
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Alagoas voltou a figurar entre os estados com maior desemprego do país. Dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o estado registrou taxa de desocupação de 9,2% no primeiro trimestre de 2026, ocupando a terceira maior taxa do Brasil, empatado com Bahia e Pernambuco e atrás apenas do Amapá (10%).
O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e considera o comportamento do mercado de trabalho entre os meses de janeiro, fevereiro e março. Em Alagoas, o percentual representa aproximadamente 121 mil pessoas desempregadas.
Apesar de o índice ter permanecido estatisticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, quando o estado registrou 9%, houve piora na comparação com o último trimestre de 2025, quando a taxa era de 8%, o que representa aumento de 1,2 ponto percentual.
No cenário nacional, a taxa média de desemprego ficou em 6,1%, considerada a menor já registrada para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.
O levantamento mostra que o Nordeste segue concentrando alguns dos piores índices do mercado de trabalho brasileiro. Além de Alagoas, estados como Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%), Piauí (8,9%) e Sergipe (8,6%) aparecem entre as maiores taxas de desocupação.
Confira os estados com maior desemprego no país:
- Amapá: 10%
- Bahia: 9,2%
- Alagoas: 9,2%
- Pernambuco: 9,2%
- Piauí: 8,9%
- Sergipe: 8,6%
Na outra ponta do ranking, os menores índices foram registrados em:
- Santa Catarina: 2,7%
- Mato Grosso: 3,1%
- Espírito Santo: 3,2%
Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, o crescimento do desemprego no primeiro trimestre costuma ocorrer de forma sazonal, especialmente após o encerramento das contratações temporárias de fim de ano.
“Historicamente, há dispensa de trabalhadores temporários no comércio e também encerramento de contratos nas áreas de educação e saúde pública municipal”, explicou o pesquisador.
Alagoas também tem uma das maiores taxas de subutilização do país
Além do desemprego elevado, Alagoas apresentou a terceira maior taxa de subutilização da força de trabalho do Brasil, indicador que considera desempregados, trabalhadores com poucas horas de serviço e pessoas disponíveis para trabalhar, mas fora do mercado.
O índice chegou a 26,1% no primeiro trimestre de 2026, acima dos 25,1% registrados no trimestre anterior. Isso significa que cerca de 390 mil alagoanos enfrentam algum grau de dificuldade de inserção no mercado de trabalho.
A taxa alagoana ficou atrás apenas de:
- Piauí: 30,4%
- Bahia: 26,3%
- Alagoas: 26,1%
Renda média do trabalhador em Alagoas é de R$ 2.536
O rendimento médio habitual do trabalhador alagoano ficou em R$ 2.536, valor considerado estável pelo IBGE em relação aos períodos anteriores.
O estado também contabilizou cerca de 361 mil trabalhadores com carteira assinada no setor privado, enquanto aproximadamente 506 mil pessoas atuavam na informalidade.
Já o nível geral de ocupação em Alagoas foi de 46,5%, mantendo estabilidade na comparação anual, embora tenha registrado queda frente ao trimestre anterior.