31 de julho de 2025
ECONOMIA

IBGE: 16 estados e o DF batem recorde de renda do trabalhador no 1º trimestre de 2026

Nordeste registra maior rendimento da história; Maranhão tem menor renda do país e DF lidera ranking nacional

Por Redação
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No DF, valor chega a R$ 6,7 mil, quase do dobro da média nacional - Foto: Foto de Marcello Casal/Agência Brasil

O Distrito Federal e outros 15 estados brasileiros registraram recorde no rendimento médio mensal do trabalhador no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua.

O levantamento mostra que o rendimento médio nacional chegou a R$ 3.722, o maior valor desde o início da série histórica, em 2012. O estudo considera trabalhadores com ou sem carteira assinada, autônomos, temporários e demais formas de ocupação, abrangendo pessoas com 14 anos ou mais.

O Distrito Federal lidera o ranking nacional, com rendimento médio de R$ 6.720, valor 81% acima da média brasileira e exatamente três vezes maior que o registrado no Maranhão, estado com o menor rendimento do país, de R$ 2.240, apesar de também registrar recorde local.

Segundo o IBGE, o desempenho do Distrito Federal está relacionado à forte presença de servidores públicos, categoria que possui média salarial superior à iniciativa privada.

Estados que bateram recorde de rendimento do trabalhador

Além do Distrito Federal, outros 15 estados alcançaram o maior rendimento médio da série histórica no primeiro trimestre deste ano. Entre eles, chama atenção o avanço de estados do Nordeste, que também registraram crescimento.

Confira os estados com rendimento recorde:

  • Distrito Federal: R$ 6.720
  • Santa Catarina: R$ 4.298
  • Paraná: R$ 4.180
  • Rio Grande do Sul: R$ 4.127
  • Goiás: R$ 3.878
  • Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
  • Espírito Santo: R$ 3.708
  • Minas Gerais: R$ 3.448
  • Amapá: R$ 3.412
  • Sergipe: R$ 3.031
  • Rio Grande do Norte: R$ 2.953
  • Paraíba: R$ 2.806
  • Piauí: R$ 2.628
  • Ceará: R$ 2.597
  • Bahia: R$ 2.483
  • Maranhão: R$ 2.240

Nordeste também bate recorde histórico de renda

O levantamento aponta ainda que três regiões brasileiras alcançaram recorde no rendimento médio do trabalhador no primeiro trimestre deste ano.

O Centro-Oeste lidera entre as regiões, com média de R$ 4.379, seguido do Sul, com R$ 4.193. O Nordeste, apesar de possuir a menor renda média entre as regiões, também registrou seu maior patamar histórico, chegando a R$ 2.616.

Confira os rendimentos por região:

  • Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
  • Sul: R$ 4.193 (recorde)
  • Sudeste: R$ 4.125
  • Norte: R$ 2.849
  • Nordeste: R$ 2.616 (recorde)

Desemprego no Brasil cai para menor taxa da história no período

Além da renda recorde, a taxa de desemprego do Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da pesquisa.

O IBGE considera como desocupada apenas a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. A pesquisa visitou aproximadamente 211 mil domicílios em todo o país.

Entre os estados do Nordeste com atuação relevante para o noticiário regional, Alagoas, Pernambuco e Bahia aparecem entre as maiores taxas de desocupação do país, com 9,2%, enquanto Sergipe registrou 8,6%, Paraíba 7% e Rio de Janeiro 7,3%.

O Amapá lidera o desemprego nacional, com 10%, enquanto Santa Catarina apresenta a menor taxa do país, com apenas 2,7%.