IBGE: 16 estados e o DF batem recorde de renda do trabalhador no 1º trimestre de 2026
Nordeste registra maior rendimento da história; Maranhão tem menor renda do país e DF lidera ranking nacional
Publicado em
O Distrito Federal e outros 15 estados brasileiros registraram recorde no rendimento médio mensal do trabalhador no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua.
O levantamento mostra que o rendimento médio nacional chegou a R$ 3.722, o maior valor desde o início da série histórica, em 2012. O estudo considera trabalhadores com ou sem carteira assinada, autônomos, temporários e demais formas de ocupação, abrangendo pessoas com 14 anos ou mais.
O Distrito Federal lidera o ranking nacional, com rendimento médio de R$ 6.720, valor 81% acima da média brasileira e exatamente três vezes maior que o registrado no Maranhão, estado com o menor rendimento do país, de R$ 2.240, apesar de também registrar recorde local.
Segundo o IBGE, o desempenho do Distrito Federal está relacionado à forte presença de servidores públicos, categoria que possui média salarial superior à iniciativa privada.
Estados que bateram recorde de rendimento do trabalhador
Além do Distrito Federal, outros 15 estados alcançaram o maior rendimento médio da série histórica no primeiro trimestre deste ano. Entre eles, chama atenção o avanço de estados do Nordeste, que também registraram crescimento.
Confira os estados com rendimento recorde:
- Distrito Federal: R$ 6.720
- Santa Catarina: R$ 4.298
- Paraná: R$ 4.180
- Rio Grande do Sul: R$ 4.127
- Goiás: R$ 3.878
- Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
- Espírito Santo: R$ 3.708
- Minas Gerais: R$ 3.448
- Amapá: R$ 3.412
- Sergipe: R$ 3.031
- Rio Grande do Norte: R$ 2.953
- Paraíba: R$ 2.806
- Piauí: R$ 2.628
- Ceará: R$ 2.597
- Bahia: R$ 2.483
- Maranhão: R$ 2.240
Nordeste também bate recorde histórico de renda
O levantamento aponta ainda que três regiões brasileiras alcançaram recorde no rendimento médio do trabalhador no primeiro trimestre deste ano.
O Centro-Oeste lidera entre as regiões, com média de R$ 4.379, seguido do Sul, com R$ 4.193. O Nordeste, apesar de possuir a menor renda média entre as regiões, também registrou seu maior patamar histórico, chegando a R$ 2.616.
Confira os rendimentos por região:
- Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
- Sul: R$ 4.193 (recorde)
- Sudeste: R$ 4.125
- Norte: R$ 2.849
- Nordeste: R$ 2.616 (recorde)
Desemprego no Brasil cai para menor taxa da história no período
Além da renda recorde, a taxa de desemprego do Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da pesquisa.
O IBGE considera como desocupada apenas a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. A pesquisa visitou aproximadamente 211 mil domicílios em todo o país.
Entre os estados do Nordeste com atuação relevante para o noticiário regional, Alagoas, Pernambuco e Bahia aparecem entre as maiores taxas de desocupação do país, com 9,2%, enquanto Sergipe registrou 8,6%, Paraíba 7% e Rio de Janeiro 7,3%.
O Amapá lidera o desemprego nacional, com 10%, enquanto Santa Catarina apresenta a menor taxa do país, com apenas 2,7%.