Sindicato denuncia cinco meses de atraso salarial e falta de insumos no Hospital Médico Cirúrgico de Alagoas
Sinmed afirma que médicos enfrentam salários atrasados, ameaça de substituição nas escalas e escassez de medicamentos e materiais básicos na unidade conveniada ao SUS
Publicado em
O Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed) voltou a denunciar atrasos salariais e precariedade nas condições de trabalho no Hospital Médico Cirúrgico de Alagoas, localizado no Centro de Maceió.
Segundo a entidade, os médicos da unidade conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS) acumulam cinco meses de salários atrasados.
De acordo com o sindicato, o hospital atua como unidade de retaguarda para pacientes clínicos e cirúrgicos encaminhados do Hospital Geral do Estado (HGE) que é controlado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e das UPAs da capital.
Ainda conforme a denúncia, muitos pacientes chegam em estado grave, apesar da unidade não possuir suporte de UTI. O hospital conta atualmente com 50 leitos clínico-cirúrgicos, divididos entre dois médicos por plantão.
Além dos atrasos salariais, os profissionais relatam falta de insumos considerados essenciais para o atendimento médico.
Entre os itens citados estão soro fisiológico, seringas de insulina, kits de acesso central e medicamentos básicos como dipirona, paracetamol, ibuprofeno e simeticona.
Também há relatos de falta recorrente de antibióticos, incluindo Ceftriaxona e medicamentos de amplo espectro utilizados no tratamento de infecções graves.
Em ofício encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Alagoas, os médicos afirmam que, ao cobrarem os pagamentos atrasados e melhores condições de trabalho, são ameaçados de substituição nas escalas.
O documento também aponta a existência de um suposto padrão recorrente na gestão da unidade, com contratação de novos profissionais, acúmulo de atrasos salariais e posterior desligamento das equipes.
No ofício, o sindicato solicita orientação ao Cremal e pede fiscalização na unidade hospitalar.
A entidade também solicita medidas que garantam o pagamento dos salários atrasados, regularização dos vencimentos futuros e melhoria das condições mínimas para o exercício da medicina.
Segundo o documento, os profissionais afirmam não desejar abandonar o serviço, mas reivindicam condições adequadas de trabalho e o recebimento pelos serviços prestados.