31 de julho de 2025
CAOS NA SAÚDE

Sindicato denuncia cinco meses de atraso salarial e falta de insumos no Hospital Médico Cirúrgico de Alagoas

Sinmed afirma que médicos enfrentam salários atrasados, ameaça de substituição nas escalas e escassez de medicamentos e materiais básicos na unidade conveniada ao SUS

Por Redação
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Denúncia foi feita pelo Sinmed nesta sexta-feira (8) nas redes sociais. - Foto: Reprodução

O Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed) voltou a denunciar atrasos salariais e precariedade nas condições de trabalho no Hospital Médico Cirúrgico de Alagoas, localizado no Centro de Maceió.

Segundo a entidade, os médicos da unidade conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS) acumulam cinco meses de salários atrasados.

De acordo com o sindicato, o hospital atua como unidade de retaguarda para pacientes clínicos e cirúrgicos encaminhados do Hospital Geral do Estado (HGE) que é controlado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e das UPAs da capital.

Ainda conforme a denúncia, muitos pacientes chegam em estado grave, apesar da unidade não possuir suporte de UTI. O hospital conta atualmente com 50 leitos clínico-cirúrgicos, divididos entre dois médicos por plantão.

Além dos atrasos salariais, os profissionais relatam falta de insumos considerados essenciais para o atendimento médico.

Entre os itens citados estão soro fisiológico, seringas de insulina, kits de acesso central e medicamentos básicos como dipirona, paracetamol, ibuprofeno e simeticona.

Também há relatos de falta recorrente de antibióticos, incluindo Ceftriaxona e medicamentos de amplo espectro utilizados no tratamento de infecções graves.

Em ofício encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Alagoas, os médicos afirmam que, ao cobrarem os pagamentos atrasados e melhores condições de trabalho, são ameaçados de substituição nas escalas.

O documento também aponta a existência de um suposto padrão recorrente na gestão da unidade, com contratação de novos profissionais, acúmulo de atrasos salariais e posterior desligamento das equipes.

No ofício, o sindicato solicita orientação ao Cremal e pede fiscalização na unidade hospitalar.

A entidade também solicita medidas que garantam o pagamento dos salários atrasados, regularização dos vencimentos futuros e melhoria das condições mínimas para o exercício da medicina.

Segundo o documento, os profissionais afirmam não desejar abandonar o serviço, mas reivindicam condições adequadas de trabalho e o recebimento pelos serviços prestados.

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