Casos de hantavírus no Brasil acendem alerta após surto em cruzeiro
Doença tem alta letalidade e mantém registros contínuos no país desde a década de 1990
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O registro de casos de hantavírus no navio MV Hondius, que resultou em mortes e infecções sob investigação, reforçou o alerta global sobre a doença, considerada rara, mas com alto potencial de letalidade. O episódio também chama atenção para a presença contínua do vírus no Brasil.
Dados do Ministério da Saúde apontam que o país contabilizou 2.377 casos confirmados entre 1993 e 2024, com número significativo de mortes. A taxa de letalidade é elevada e pode se aproximar de 50% em situações em que o diagnóstico não ocorre de forma precoce.
Os registros estão concentrados principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com maior incidência em estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso.
A transmissão ocorre, em geral, pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres, o que torna o vírus mais comum em áreas rurais, galpões e ambientes fechados com pouca ventilação.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e mal-estar, podendo ser confundidos com outras doenças. No entanto, o quadro pode evoluir rapidamente para complicações respiratórias graves, com risco de insuficiência pulmonar.
Apesar da gravidade, o Brasil não registra surtos urbanos de grande escala. Os casos seguem considerados raros, porém constantes, geralmente associados à exposição em ambientes naturais.
O episódio envolvendo o navio internacional reacendeu o debate sobre a vigilância da doença e evidenciou que, embora incomum, o hantavírus permanece ativo e pode surgir em diferentes contextos.