Fala de Romeu Zema sobre trabalho infantil gera reação de políticos e debate nas redes
Declaração do pré-candidato repercute e provoca críticas de lideranças políticas; governador tenta esclarecer posição
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A declaração do governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), sobre trabalho infantil provocou forte repercussão neste fim de semana e gerou críticas de políticos nas redes sociais.
Durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda, Zema afirmou que crianças poderiam “ajudar com questões simples”, o que abriu debate sobre os limites entre aprendizado e exploração do trabalho infantil.
A fala foi acompanhada de críticas à visão da esquerda sobre o tema e de comparações com práticas nos Estados Unidos, o que ampliou a repercussão.
A declaração foi alvo de críticas de lideranças políticas. O deputado federal Lindbergh Farias classificou a fala como um retrocesso, afirmando que o trabalho infantil não é solução para problemas sociais.
Já o ministro Guilherme Boulos criticou duramente a declaração, chamando a defesa do trabalho infantil de “ato de covardia”.
O vereador Pedro Roussef também considerou a proposta absurda, reforçando o posicionamento contrário à flexibilização do tema.
Após a repercussão negativa, Romeu Zema voltou às redes sociais para esclarecer sua posição. Segundo ele, a defesa é de ampliar oportunidades para jovens, sem prejudicar a educação e com proteção legal.
“O que eu defendo é ampliar oportunidades para quem quer começar cedo, com proteção e sem atrapalhar a escola”, afirmou.
No Brasil, o trabalho é permitido apenas a partir dos 16 anos, com exceção da condição de aprendiz, que pode ocorrer a partir dos 14 anos. Essa modalidade é regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela Lei da Aprendizagem, com regras específicas para garantir a frequência escolar e a proteção do adolescente.