31 de julho de 2025
ECONOMIA

Desemprego no Brasil cai para 6,1% e atinge menor nível da história para o período

Taxa é a mais baixa para um primeiro trimestre desde 2012; renda média e massa salarial também batem recordes

Por Redação
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Dados da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE, mostram que no trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. - Foto: Reprodução/Getty Images

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, nesta quinta-feira (30), que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012.

O resultado representa uma queda de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, quando o desemprego estava em 7% — até então, o menor patamar da série para um primeiro trimestre.

Além da redução no desemprego, a pesquisa aponta avanço na renda da população. A massa de rendimento real — que representa a soma dos salários pagos no país — chegou a R$ 374,8 bilhões, recorde para o período, com crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior.

Já o rendimento médio real habitual dos trabalhadores também bateu novo recorde, alcançando R$ 3.722, com alta de 1,6% no trimestre e 5,5% na comparação anual, já descontada a inflação.

Os maiores avanços no trimestre foram registrados nos setores de:

  • Comércio (+3,0%)
  • Administração pública (+2,5%)

Informalidade recua e emprego formal cresce

A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, o equivalente a cerca de 38,1 milhões de trabalhadores, apresentando queda tanto no trimestre quanto na comparação anual.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também cresceu, chegando a 39,2 milhões, com aumento de 504 mil pessoas no ano. Já os empregados sem carteira assinada somaram 13,3 milhões, com recuo de 2,1% no trimestre.

Trabalho por conta própria segue estável

O contingente de trabalhadores por conta própria permaneceu estável em 26 milhões de pessoas no trimestre. No entanto, na comparação com o ano passado, houve crescimento de 2,4%, o que representa mais 607 mil trabalhadores nessa condição.

Setores que mais cresceram

Na comparação anual, dois grupos se destacaram na geração de empregos:

  • Informação, comunicação e atividades financeiras (+3,2%)
  • Administração pública (+4,8%)

Por outro lado, o único setor que apresentou queda foi o de serviços domésticos, com redução de 3,6%.