31 de julho de 2025
nas redes sociais

Ministério dos Direitos Humanos denuncia "novelinhas das frutas" criadas por IA por risco a crianças

De acordo com o comunicado oficial, a exposição a esse tipo de material preocupa as instituições e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente

Por Redação*
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De acordo com o comunicado oficial, a exposição a esse tipo de material preocupa as instituições e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, denunciou formalmente os vídeos conhecidos como “novelinhas das frutas”. Criados com auxílio de inteligência artificial e virais nas redes sociais, esses conteúdos são acusados de violar o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente por apresentarem elementos de adultização, sexualização, conflitos abusivos e violência simbólica. De acordo com o comunicado oficial, a exposição a esse tipo de material preocupa as instituições e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, uma vez que o público-alvo está em plena fase de desenvolvimento socioemocional e ainda não possui maturidade para consumir tais temas com responsabilidade.

O diretor de Proteção da Criança e do Adolescente da secretaria, Fábio Meirelles, alertou que a disseminação dessas histórias pode levar à naturalização de relações tóxicas e prejudicar a compreensão de conceitos fundamentais como limites, respeito e consentimento. Além disso, a pasta destaca que o problema é agravado pelos algoritmos de recomendação, que impulsionam os vídeos e causam a banalização de comportamentos agressivos através da repetição constante. O impacto é considerado profundo por atingir jovens que ainda não estão aptos a processar criticamente a carga emocional e os conflitos simulados pelas animações.

Diante do cenário, o governo recomenda que as contas de menores de 16 anos sejam obrigatoriamente vinculadas aos perfis de seus responsáveis como medida de segurança. A secretaria defende ainda a proibição de práticas de perfilamento que utilizem dados de crianças para o direcionamento de publicidade e a eliminação de recursos que induzam ao uso excessivo das plataformas digitais. O objetivo é frear a exposição desenfreada a conteúdos que, sob uma estética lúdica de frutas e animações, escondem dinâmicas prejudiciais ao crescimento saudável dos menores.