Pressionado por pesquisas, Lula acelera agenda e aposta em medidas populares
Governo intensifica anúncios sociais diante de avanço de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto
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Diante da queda na aprovação e do avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem acelerado o ritmo de anúncios e medidas do governo federal.
A estratégia inclui ações de forte apelo social e iniciativas para conter impactos econômicos, especialmente a alta nos combustíveis, influenciada pelo cenário internacional.
Entre as medidas recentes, o governo anunciou um aporte de R$ 20 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida, elevando o orçamento total para R$ 200 bilhões. A meta também foi ampliada para 3 milhões de moradias até 2026, com mudanças que aumentam o alcance para famílias de classe média.
Outra frente é a proposta de fim da escala 6x1. O projeto enviado ao Congresso prevê redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado, sem corte salarial — tema que tem amplo apoio popular, segundo pesquisas.
O governo também tem reforçado políticas voltadas às mulheres, após identificar perda de apoio nesse eleitorado. Entre as ações, estão medidas de combate à violência de gênero, como o uso de tornozeleiras eletrônicas por agressores e a criação de novas tipificações criminais.
Levantamentos recentes mostram cenário de maior pressão sobre o Planalto. Pesquisa Genial/Quaest aponta desaprovação de 52% ao governo, enquanto dados do Datafolha indicam crescimento da rejeição ao presidente em diferentes faixas etárias.
Além disso, o aumento no preço dos combustíveis e o alto nível de endividamento das famílias — que ultrapassa 80%, segundo a CNC — são apontados como fatores que impactam a popularidade do governo.
Nos bastidores, há expectativa de novos pacotes econômicos, incluindo medidas para aliviar dívidas e reduzir custos para a população.