Lorena Comparato fala sobre terapia durante preparação para papel de Elize Matsunaga
Atriz contou que fez terapia e realizou pesquisas para viver personagem inspirada em caso que envolveu a morte de Marcos Matsunaga
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A atriz Lorena Comparato, de 36 anos, interpreta Elize Matsunaga no filme “Elize: Sombras de Uma Mulher”, lançado pela Netflix na quarta-feira (22). A produção apresenta uma história de ficção baseada no caso que envolveu a morte de Marcos Matsunaga, herdeiro e diretor executivo da Yoki, em 2012.
Em entrevista à CNN Brasil, Lorena contou que realizou um processo de preparação com acompanhamento psicológico para interpretar a personagem. Segundo a atriz, ela fez terapia durante a construção do papel e também buscou compreender a trajetória de Elize Matsunaga antes dos acontecimentos retratados no filme.
Durante a produção, Lorena também contou com o acompanhamento de uma coordenadora de intimidade, profissional responsável por auxiliar nas cenas de sexo e em outros momentos que envolviam situações de maior carga emocional.
A atriz afirmou que o trabalho da equipe ajudou a criar um ambiente de segurança durante as gravações. Para Lorena, lidar por meses com uma história baseada em um crime conhecido exigiu acompanhamento e diálogo entre os profissionais envolvidos.
Além da equipe do filme, Lorena recebeu apoio da irmã, a atriz Bianca Comparato, que interpretou Ana Carolina Jatobá na série “Tremembé”. Segundo Lorena, Bianca demonstrou preocupação com sua rotina durante o período de gravações e perguntou sobre alimentação, sono e bem-estar.
Para construir a personagem, Lorena realizou uma pesquisa sobre Elize Matsunaga antes do início das filmagens. A atriz afirmou que reuniu informações durante meses e utilizou esse material para desenvolver uma interpretação baseada nas características da personagem apresentada pelo roteiro.
O filme foi escrito por Raphael Montes e Mariana Torres e utiliza elementos de pesquisa em documentos do processo, produções anteriores sobre o caso e informações reunidas por uma pesquisadora que conversou com pessoas ligadas à investigação.
Segundo os roteiristas, a produção combina informações conhecidas do caso com elementos criados para a narrativa de ficção. A proposta foi preencher espaços não registrados publicamente sem alterar os acontecimentos que fazem parte da história real.
A equipe responsável pelo roteiro explicou que, ao adaptar um caso real para a ficção, foi necessário criar diálogos e situações imaginadas a partir das informações disponíveis sobre os personagens e o ambiente em que a história ocorreu.