Foragido da Justiça, goleiro Bruno processa Meta e tenta participar de audiência de forma virtual
Bruno descumpriu uma das condições de sua liberdade condicional; Bruno Fernandes foi preso em 2010 pelo assassinato da ex-namorada, Eliza Samúdio
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Mesmo foragido, o goleiro Bruno Fernandes tem mantido um diálogo direto com o Poder Judiciário. O contato, no entanto, ocorre no âmbito de uma ação judicial em que o futebolista aparece como autor, e não como réu. O ex-Flamengo processou a Meta, empresa dona do Facebook, e tentou “fugir” de uma audiência do caso.
De acordo com a coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, em 30 de março, Bruno entrou com uma ação contra o Facebook. Na petição, ele afirmou que seu perfil profissional no Instagram foi alvo de falhas de funcionamento, que induziram terceiros a acreditarem que a conta havia sido excluída ou desativada, ocorrendo clara restrição de visibilidade. O goleiro disse que o perfil segue ativo, mas que “desapareceu” para o público brasileiro, e explicou que a restrição prejudica sua presença digital, reduzindo seu alcance, credibilidade e engajamento.
Bruno Fernandes pediu uma liminar para restabelecer imediatamente o funcionamento regular de sua página, cessando a restrição incidente. O pedido, no entanto, foi negado em 31 de março, após o juiz entender que o caso não envolvia perigo de dano. Como pedido principal, Bruno solicitou, além da resolução do problema operacional, uma indenização de R$ 30 mil por danos morais.
O juiz do 1º Juizado Especial Cível de Campos dos Goytacazes marcou uma audiência de conciliação entre as partes para o mês de maio. Em 8 de abril, Bruno Fernandes pediu para participar virtualmente da audiência. Na última segunda-feira (13), o jogador teve o pleito negado pelo magistrado. O juiz observou que as audiências são, em regra, presenciais, e que o craque não apresentou motivos que o impeçam de comparecer ao tribunal.
Um mandado de prisão foi expedido em 5 de março, após a Vara de Execuções Penais entender que o goleiro Bruno descumpriu uma das condições de sua liberdade condicional. Bruno Fernandes foi preso em 2010 pelo assassinato da ex-namorada, Eliza Samúdio.