Clube do goleiro Bruno comenta decisão da Justiça que determina prisão
Menezes Esporte Clube afirma que aguarda esclarecimentos após revogação da liberdade condicional do jogador
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O Menezes Esporte Clube, equipe amadora de Minas Gerais, se manifestou na noite desta sexta-feira (6) depois que a Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão do goleiro Bruno por descumprimento das condições impostas para a liberdade condicional.
Em declaração à imprensa, o diretor esportivo do clube, Bruno Ferreira, disse que a equipe acompanha o caso e aguarda novas informações sobre a situação do atleta. “Estamos esperando os desdobramentos. Até agora, o que sabemos foi com relação a não cumprir todas as exigências. Estamos aguardando”, afirmou.
De acordo com o dirigente, o contrato entre o goleiro e o Menezes foi assinado na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Apesar do acordo, Bruno ainda não chegou a se apresentar ao clube em Minas Gerais. A contratação foi anunciada oficialmente no último sábado (28).
Antes disso, o jogador estava vinculado ao Vasco do Acre e participou de uma partida válida pela primeira fase da Copa do Brasil.
Liberdade condicional revogada
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) confirmou na quinta-feira (5) a revogação da liberdade condicional do goleiro. A decisão ocorreu após ele deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização da Justiça.
A viagem foi realizada no início de fevereiro, quando Bruno foi ao Acre para disputar um jogo pelo Vasco do Acre contra o Velo Clube. A partida terminou empatada em 1 a 1 no tempo regulamentar. Na disputa por pênaltis, o goleiro defendeu duas cobranças e converteu uma, mas sua equipe acabou eliminada por 3 a 2.
Condenação pelo caso Eliza Samudio
Bruno foi condenado em 2013 pela Justiça de Minas Gerais pela participação no assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010. A pena estabelecida foi de 22 anos e três meses de prisão.
Desde então, o ex-atleta passou por períodos em regime fechado e também chegou a obter o benefício da liberdade condicional, que agora foi revogado pela Justiça.