31 de julho de 2025
Justiça

Clube do goleiro Bruno comenta decisão da Justiça que determina prisão

Menezes Esporte Clube afirma que aguarda esclarecimentos após revogação da liberdade condicional do jogador

Por Redação
Publicado em
Clube do Goleiro Bruno - Foto: Reprodução

O Menezes Esporte Clube, equipe amadora de Minas Gerais, se manifestou na noite desta sexta-feira (6) depois que a Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão do goleiro Bruno por descumprimento das condições impostas para a liberdade condicional.

Em declaração à imprensa, o diretor esportivo do clube, Bruno Ferreira, disse que a equipe acompanha o caso e aguarda novas informações sobre a situação do atleta. “Estamos esperando os desdobramentos. Até agora, o que sabemos foi com relação a não cumprir todas as exigências. Estamos aguardando”, afirmou.

De acordo com o dirigente, o contrato entre o goleiro e o Menezes foi assinado na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Apesar do acordo, Bruno ainda não chegou a se apresentar ao clube em Minas Gerais. A contratação foi anunciada oficialmente no último sábado (28).

Antes disso, o jogador estava vinculado ao Vasco do Acre e participou de uma partida válida pela primeira fase da Copa do Brasil.

Liberdade condicional revogada

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) confirmou na quinta-feira (5) a revogação da liberdade condicional do goleiro. A decisão ocorreu após ele deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização da Justiça.

A viagem foi realizada no início de fevereiro, quando Bruno foi ao Acre para disputar um jogo pelo Vasco do Acre contra o Velo Clube. A partida terminou empatada em 1 a 1 no tempo regulamentar. Na disputa por pênaltis, o goleiro defendeu duas cobranças e converteu uma, mas sua equipe acabou eliminada por 3 a 2.

Condenação pelo caso Eliza Samudio

Bruno foi condenado em 2013 pela Justiça de Minas Gerais pela participação no assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010. A pena estabelecida foi de 22 anos e três meses de prisão.

Desde então, o ex-atleta passou por períodos em regime fechado e também chegou a obter o benefício da liberdade condicional, que agora foi revogado pela Justiça.