PF pede ajuda para identificar responsáveis pela morte do elefante-marinho Leôncio em Alagoas
Animal foi brutalmente agredido em Jequiá da Praia; laudo aponta golpes com objeto cortante e indica que ele ainda estava vivo durante o ataque
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A Polícia Federal em Alagoas divulgou, nesta segunda-feira (13), um pedido de ajuda à população para identificar os responsáveis pela morte do elefante-marinho conhecido como Leôncio, encontrado morto no município de Jequiá da Praia, no Litoral Sul do estado. O caso gerou grande repercussão e mobiliza autoridades ambientais e órgãos de investigação.
De acordo com laudo técnico do Instituto Biota, o animal foi vítima de agressões violentas provocadas por objeto cortante. O documento aponta que Leôncio teve o crânio atingido, um dos olhos arrancado e apresentava diversos ferimentos nas nadadeiras e nas costelas. Além disso, foram identificados sinais de hemorragia, indicando que o animal ainda estava vivo no momento das agressões.
O elefante-marinho foi encontrado morto no dia 31 de março, na praia de Lagoa Azeda, já em avançado estado de decomposição. Especialistas descartaram a possibilidade de morte por redes de pesca ou acidentes comuns, reforçando a hipótese de ação humana criminosa.
Leôncio havia sido visto pela primeira vez no litoral de Alagoas no dia 11 de março, quando apareceu na praia de Ponta Verde, em Maceió, durante o processo natural de muda de pele. Desde então, passou a ser monitorado por técnicos do Instituto Biota e chamou a atenção de moradores e turistas por sua presença incomum na região.
O laudo da necropsia, assinado por três veterinários especialistas, será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que deverá adotar as medidas cabíveis para investigação do crime ambiental e responsabilização dos envolvidos.
A Polícia Federal reforça que qualquer informação pode ser fundamental para esclarecer o caso e pede que denúncias sejam feitas de forma anônima por meio do Instagram oficial @pfalagoas ou pelo telefone (82) 3216-6767. As autoridades garantem que a identidade dos denunciantes será preservada.
O caso é tratado como crime ambiental grave e reacende o alerta sobre a proteção da fauna marinha no litoral nordestino.
