Assembleia acompanha investigação e aponta suspeita de ação humana em morte de elefante-marinho em AL
Comissão se reuniu com órgãos ambientais e diz que hipótese de causa natural já foi descartada no caso registrado em Jequiá da Praia
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A Comissão de Meio Ambiente e Proteção dos Animais da Assembleia Legislativa de Alagoas está acompanhando as investigações sobre a morte de um elefante-marinho encontrado no litoral do estado. O caso ocorreu em Jequiá da Praia e mobiliza órgãos ambientais e de segurança.
O presidente da comissão, deputado Delegado Leonam, afirmou após reuniões com órgãos ambientais que já há indicativos de que a morte não teve causas naturais. “Já foi descartada a possibilidade de morte natural, bem como este animal ter vindo a óbito por ação de outro ser vivo da natureza, que não um ser humano”, disse o parlamentar.
O parlamentar acrescentou que a apuração busca identificar os responsáveis pelo ocorrido. “Sabemos que o crime foi cometido por um ou mais indivíduos, que só fizeram isso por pura perversidade. Precisamos dar uma resposta não só ao povo alagoano, mas ao país”, declarou.
Segundo o deputado, o corpo do animal foi encaminhado para perícia em Brasília a pedido da Polícia Federal, após solicitação do Instituto Biota de Conservação. O material deve retornar a Alagoas após a análise.
As investigações também avançam no local onde o animal foi encontrado. Moradores já foram ouvidos, e novas diligências devem ocorrer nos próximos dias. “Com as informações coletadas, em breve espaço de tempo, devemos chegar à conclusão de quem fez isso com o elefante-marinho, para que seja responsabilizado penalmente”, afirmou Leonam.
Além da responsabilização, o parlamentar destacou a necessidade de ações preventivas. “Temos que, além de punir quem fez isso, fazer um trabalho preventivo, a fim de que possamos aprender a conviver com os animais”, completou.