31 de julho de 2025
ALAGOAS

‘Não aceitaremos acusações infundadas’: comunidade denuncia ataques após morte de elefante-marinho em AL

Moradores de Lagoa Azeda relatam ameaças e desinformação nas redes sociais enquanto caso segue sob investigação e será debatido na Assembleia

Por Redação
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Comunidade denuncia ataques após morte de elefante-marinho em AL - Foto: Cortesia/Biota

A morte do elefante-marinho Leôncio, encontrado na praia de Lagoa Azeda, no Litoral Sul de Alagoas, desencadeou uma onda de ataques contra moradores da comunidade. Em nota publicada nas redes sociais na noite desta quarta-feira (8), a população relata ser alvo de acusações generalizadas e reforça que não aceitará ser responsabilizada por um crime que ainda está sob investigação.

Situada entre o município de Jequiá da Praia e a Praia do Gunga, Lagoa Azeda vive dias de tensão após a repercussão do caso. Segundo moradores, mensagens com ofensas e ameaças passaram a circular nas redes sociais, atribuindo à comunidade a responsabilidade pela morte do animal.

De acordo com a necropsia, o elefante-marinho apresentava sinais de agressão, com pancadas no crânio e dilacerações — um indício de violência que ampliou a comoção em torno do caso.

A comunidade afirma que, desde a chegada do animal, o Instituto Biota foi acionado e que orientações foram repassadas à população durante o período em que o animal permaneceu na região.

Formada majoritariamente por pescadores e marisqueiras, Lagoa Azeda nega qualquer histórico de violência contra a fauna marinha. Em nota, os moradores destacam que nunca houve registros de ataques a golfinhos, tartarugas ou outros animais sob a justificativa de disputa por peixe.

Para a comunidade, as acusações que circulam nas redes são fruto de desinformação e, em alguns casos, de má-fé. Apesar disso, os moradores afirmam que estão dispostos a colaborar com as autoridades na identificação dos responsáveis pelo crime.

Caso será debatido na Assembleia

A repercussão levou a Assembleia Legislativa de Alagoas a convocar uma audiência pública sobre o caso, marcada para esta quinta-feira (9). A proposta é do deputado Delegado Leonam.

O encontro deve reunir representantes de órgãos ambientais, especialistas e membros da sociedade civil para discutir a atuação das instituições responsáveis, os protocolos de monitoramento e resgate de animais marinhos e possíveis falhas no atendimento.

Também está prevista a discussão sobre o fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção da fauna costeira. A presença de um elefante-marinho na região, considerada incomum, levantou questionamentos sobre a capacidade de resposta diante de ocorrências envolvendo espécies silvestres.

Enquanto o caso segue sob investigação, a comunidade reforça o apelo por respeito e responsabilidade na disseminação de informações.