Oposição avalia apoio velado a Messias no STF e teme desgaste político em votação secreta
Senadores do PL e de partidos do centrão fazem cálculo político sobre impacto da votação de Jorge Messias no STF
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Senadores da oposição, especialmente do (PL), avaliam nos bastidores um possível apoio velado à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF.
A preocupação central é o efeito político da votação secreta no Senado Federal. A leitura entre parlamentares é de que, mesmo sem identificação nominal dos votos, o placar final pode ser interpretado como alinhamento da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que poderia gerar desgaste eleitoral em redutos conservadores.
Nos bastidores, senadores admitem que a exposição indireta de apoio ao indicado pode ter impacto em eleições futuras, especialmente entre parlamentares do PL e de siglas do centrão. O tema também repercute na Câmara dos Deputados, onde nomes como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO) têm ampliado críticas públicas ao indicado.
Apesar da resistência em parte da oposição, aliados de Messias avaliam que há boa interlocução com setores do Congresso, incluindo parlamentares do centrão e até da base bolsonarista. Entre os fatores citados estão sua identidade religiosa e a articulação de ministros do STF indicados no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
A expectativa de aliados é de aprovação tanto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) quanto no plenário do Senado Federal, com possibilidade de votos vindos da oposição e do centrão. A projeção interna é de um placar entre 47 e 58 votos, semelhante ao registrado nas indicações de Flávio Dino (PSB-MA) e Cristiano Zanin. Para aprovação, são necessários ao menos 41 votos favoráveis.