31 de julho de 2025
ALVO DA PF

Justiça Federal afasta delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas por suspeita de fraude em concursos

Gustavo Xavier do Nascimento é investigado por suposto envolvimento com “máfia dos concursos”; medida cautelar de 60 dias visa garantir imparcialidade das apurações

Por Redação
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O governador Paulo Dantas e o Delegado-geral da PC, Gustavo Xavier. - Foto: Assessoria

Justiça Federal determinou o afastamento cautelar do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, por um período de 60 dias. A decisão foi tomada pela 16ª Vara Federal da Paraíba no âmbito das investigações que apuram o suposto envolvimento do delegado em um esquema de fraude em concursos públicos.

De acordo com a decisão judicial, a medida tem como objetivo garantir o andamento das investigações de forma imparcial e evitar qualquer possível interferência no processo. Durante o período de afastamento, Gustavo Xavier permanecerá à disposição das autoridades e poderá ser convocado para prestar esclarecimentos sempre que necessário.

O delegado já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal. A ação investiga um grupo criminoso conhecido como “máfia dos concursos” , sediado em Patos, no Sertão da Paraíba, suspeito de fraudar certames públicos em diferentes estados.

De acordo com a investigação, Gustavo Xavier é suspeito de pressionar integrantes do grupo para obter vantagens ilícitas em concursos públicos para familiares e aliados. A apuração tem como base depoimentos de colaboração premiada de investigados e interceptações telefônicas que mencionam a atuação do delegado no esquema.

Entre os possíveis beneficiados, segundo o Ministério Público Federal, estariam familiares de Gustavo Xavier que teriam sido aprovados em concursos públicos após a suposta intervenção do grupo criminoso.

O esquema investigado pela Polícia Federal utilizava diversos métodos para fraudar provas, como o envio de gabaritos durante a aplicação dos exames, o uso de tecnologia para comunicação em tempo real e a participação de pessoas com acesso privilegiado aos locais de prova.

As investigações indicam que o grupo atuava há mais de uma década e cobrava valores que podiam chegar a R$ 500 mil para garantir a aprovação em concursos.

O caso segue em investigação. Se as suspeitas forem confirmadas, o delegado poderá responder nas esferas administrativa e criminal.