31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Influenciadora digital é detida por suspeita de forjar o próprio sequestro para ganhar likes, diz Polícia Civil

Monniky Fraga e o marido foram detidos na Operação Cortina de Likes; defesa nega envolvimento e classifica ação como “aberração jurídica”

Por Redação
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Monniky Fraga relatou que ficou refém por horas em uma mata - Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou na manhã desta terça-feira (24) a Operação Cortina de Likes para investigar uma influenciadora digital suspeita de forjar o próprio sequestro. O crime teria sido planejado com o objetivo de ganhar engajamento nas redes sociais.

Monniky Fraga foi detida e levada para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. O marido dela também foi preso. As investigações apontam que o casal teria simulado o sequestro em 2024 para aumentar a visibilidade nas plataformas digitais.

Além das prisões em Pernambuco, a Operação Cortina de Likes cumpre outro mandado de prisão e dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Igarassu (Grande Recife), João Pessoa (Paraíba) e Várzea Paulista (São Paulo).

As ações contaram com apoio da Polícia Civil de São Paulo. Ao todo, 30 policiais participaram das diligências, que foram autorizadas pela Vara Criminal da Comarca de Igarassu.

Segundo as investigações, o suposto sequestro ocorreu em 2024. Na época, a influenciadora chegou a conceder entrevistas a emissoras de TV relatando que havia sido sequestrada por três homens, que teriam exigido R$ 100 mil de resgate. Ela afirmou que o valor pago foi de R$ 6 mil.

Um homem apontado como responsável por planejar a encenação teria sido morto durante as apurações. O nome dele não foi divulgado oficialmente pela polícia.

A investigação teve início em abril de 2025 e busca desarticular uma associação criminosa envolvida em extorsão, fraude processual e falsa comunicação de crime.

Em entrevista a uma emissora de TV, o advogado da influenciadora, Alexandre da Costa, classificou a operação como uma “aberração jurídica” e afirmou que a prisão teria caráter “midiático”.

Segundo o defensor, Monniky não forjou o sequestro e foi, de fato, vítima dos criminosos. Ele negou que a influenciadora tivesse motivação para ganhar likes ou engajamento com a situação.

“Ela não precisava de engajamento nem de likes. Também não tinha necessidade de ficar com os R$ 6 mil. Foi um sequestro feito por amadores e ela não tem envolvimento”, declarou.

O advogado também disse que a influenciadora tem filhos menores e que, no máximo, deveria responder ao processo em prisão domiciliar.